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Perigos dos descongestionantes nasais

29/07/2015 às 10:43
por Redação

Atualizado 29/07/2015 às 10:53

A poluição, o ar seco e os agentes que causam alergia podem trazer dificuldades respiratórias e atacar a rinite e a sinusite naquelas pessoas que sofrem destas doenças. Para aliviar os sintomas do nariz entupido, muita gente faz uso de descongestionantes nasais para voltarem a respirar normalmente. Porém, o que deve ser ressaltado é que este tipo de medicamento traz apenas um alívio imediato, mascara a causa do problema que precisa ser identificada e tratada de maneira correta e pode acarretar futuros problemas de saúde.

 

Segundo o Dr. Arnaldo Guilherme Braga Tamiso, otorrinolaringologista do Hospital Paulista, o descongestionante nasal é um medicamento amplamente vendido em todo o país, sendo uma das cinco medicações mais usadas sem receituário, algo preocupante em nossa sociedade. “Outro fator importante a se destacar é que o uso indiscriminado de descongestionante nasal pode levar ao vício e questões mais graves de saúde”, comenta.

 

 

O nariz é um local muito vascularizado e entope porque ocorre a dilatação das veias, dificultando a respiração. O descongestionante nasal atua como vasoconstritor e faz com que os vasos sanguíneos nas membranas mucosas desinchem, assim, a pessoa consegue respirar novamente de maneira normal.

 

Se o uso não for prolongado, até cinco dias, o descongestionante nasal pode ajudar a trazer o alívio nos períodos de gripes e resfriados, mas se aplicado continuamente por dez dias ou mais pode acarretar problemas cardíacos, risco de trombose, arritmia cardíaca e até infarto do miocárdio. É uma medicação que deve ser indicada por um médico. O Dr. Arnaldo ainda ressalta que há um risco do “efeito rebote”, ou seja, o organismo vai precisar cada vez mais de uma dose maior em menor tempo para conseguir o mesmo resultado.

 

“Procure sempre ajuda de um especialista antes de se automedicar para descobrir e tratar a causa do entupimento das narinas, que pode ser sinusite, desvio de septo ou pólipo nasal, entre outras”, explica o Dr. Arnaldo.