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Conheça as 7 doenças comuns em viagens

01/09/2015 às 10:50
por Redação

Atualizado 18/12/2015 às 16:32

Mudanças de temperatura, pressão, altitude e umidade do ar podem esconder problemas de saúde que precisam de tratamento rápido para não causar maus maiores.


Viajar é uma atividade maravilhosa e que fascina quase todas as pessoas, que sempre buscam conhecer lugares novos no Brasil e no mundo. Porém, quem gosta de se aventurar em destinos desconhecidos precisa tomar muito cuidado para que uma viagem que tinha tudo para ser legal e divertida não se transforme em uma experiência desagradável.

Seja no calor, na neve, nas alturas, em locais secos ou extremamente úmidos, veja abaixo algumas doenças das quais você precisa ficar atento para não ser pego de surpresa:


Insolação (por exposição ao sol)
– doença séria que pode até levar à morte. Causada pelo excesso de exposição ao sol e ao calor intenso, e mais comum em países localizados nas regiões tropicais. A insolação ocorre quando a temperatura corporal aumenta rapidamente e o mecanismo de transpiração não age como necessário e, assim, o indivíduo não sua, portanto o corpo não consegue se resfriar. Este distúrbio pode provocar febre alta, queimaduras (dermatite solar), pele seca e avermelhada (eritema) e desmaios. No caso da febre, a temperatura do corpo pode saltar de 36,7ºC para até 42ºC, um quadro que pode levar à morte. Mais suscetível em crianças e idosos, a insolação tem sintomas que surgem lentamente, como dor de cabeça, tontura, náusea, pele quente e seca, pulsação rápida, temperatura elevada, distúrbios visuais e confusão. Já os sintomas que surgem bruscamente são respiração rápida e difícil, palidez, extremidades do corpo roxas e, eventualmente, estado de coma.


Para prevenir a insolação, as dicas são as seguintes: não ficar sob o sol em dias quentes entre as 10h e 16h, beber muito líquido antes de ficar com sede, evitar bebidas alcoólicas, usar roupas leves e claras de algodão, preferencialmente, e consumir alimentos leves, como frutas e verduras.

 

Insolação (por exposição à neve) – encarar a radiação ultravioleta em regiões polares ou locais de altitude elevada, principalmente em montanhas cobertas de gelo ou neve, pode ser tão perigoso quanto encarar o sol em países tropicais. Os raios ultravioleta são refletidos pela neve e amplificam sua intensidade. Ficar exposto ao sol em locais com neve pode resultar nos mesmos males que a insolação solar.

 

Desidratação – problema de saúde que pode aparecer junto com a insolação, mas não necessariamente juntas. A desidratação se dá mais em dias de muito calor e tempo quente, e acontece pela baixa concentração de água, sais minerais e líquidos orgânicos no corpo, o que impede seu funcionamento pleno e correto. A água eliminada pelo organismo por meio da transpiração, urina, fezes ou em casos de vômitos e diarreia, deve ser reposta na mesma proporção, senão ocorre a desidratação. Diabéticos e indivíduos que façam uso indiscriminado de diuréticos também podem sofrer a desidratação.

Para evitá-la é recomendado a ingestão de líquidos, no mínimo, dois litros de água por dia, uso de roupas leves, mas que evitem a exposição direta ao sol, não praticar exercícios físicos nos picos de temperatura do dia, lavar bem as mãos antes das refeições e depois de usar o banheiro, e ingerir alimentos bem lavados e preparados corretamente se forem ingeridos cru.

Cegueira da neve – A exposição ao sol não protegida em locais com neve pode resultar em diversas lesões oculares agudas, sendo a mais grave delas a “cegueira da neve”, que é a perda temporária da visão. As manifestações de problemas oculares na neve podem surgir de 6 a 12 horas após o período de exposição aos raios ultravioleta. Em dias nebulosos os riscos de lesão ocular aumentam, já que a luminosidade é diminuída e as nuvens não filtram os raios ultravioleta, que são invisíveis e também refletidos pela neve. Com menos luz, a pupila fica mais dilatada e protege menos os olhos. Assim, é preciso utilizar óculos com lentes especiais para evitar danos à córnea, à retina e à conjuntiva causados pelos raios UVB refletidos. Podem surgir lacrimejamento, dor e vermelhidão ocular, sensação de “areia nos olhos”, visão distorcida e até a perda temporária da visão, conhecida como a “cegueira da neve”.

 

Barotrauma de ouvido médio – essa “dor de ouvido” é um problema de saúde comum para quem viaja de avião. Normalmente, a pressão no ouvido e no ambiente externo são iguais e quando a pressão do ambiente é maior do que dentro do ouvido é comum o surgimento do barotrauma. A sensação é de ouvido cheio, “explodindo”, e o equilíbrio entre as pressões ocorre através da trompa de Eustáquio, uma válvula responsável por frear ou liberar a saída do ar de dentro do ouvido para que se iguale à pressão do ambiente externo.

Para evitar o risco da ocorrência do barotrauma de ouvido médio é fundamental ficar acordado durante a decolagem e pouso do avião. Para facilitar o funcionamento da trompa de Eustáquio você pode fazer exercícios com os músculos da mandíbula ou forçar de maneira suave a pressão no nariz, fechando as narinas e a boca com as mãos e forçando a respiração.

Rinite alérgica (gripe, resfriado, bronquite)– a rinite alérgica, bem como as demais doenças citadas, ocorrem mais comumente quando o indivíduo sofre bruscas mudanças de temperaturas, o que torna a imunidade da pessoa baixa. Quem viaja demais está mais suscetível a encontrar estas mudanças de temperaturas e sofrer com ela, principalmente, crianças e idosos. Para evitar esse tipo de doença é recomendado uma dieta equilibrada, a prática de exercícios físicos e noites bem dormidas.

 

Conjuntivitedoença que se prolifera com mais facilidade no verão, com a união do calor e alta umidade do ar. Os sintomas são olhos vermelhos, coceira, lágrimas em abundância e a sensação de “areia nos olhos”. Para prevenir a conjuntivite é recomendado lavar sempre as mãos e evitar o contato das mãos com os olhos se está na rua ou locais com grande concentração de pessoas. Procure evitar compartilhar toalhas, fronhas e outros objetos pessoais.

 

Portanto, tome cuidado em suas viagens e em qualquer um dos casos acima é sempre aconselhável procurar um médico especialista para buscar o diagnóstico e tratamentos corretos.