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Alex é furacão raro no Atlântico Norte

14/01/2016 às 15:56
por Josélia Pegorim

Atualizado 14/01/2016 às 17:46

Um evento raro pode ser observado nesta quinta-feira nas águas do oceano Atlântico Norte: um furacão que foi batizado de Alex.

 

 

Até o meio da manhã desta quinta-feira, 14 de janeiro de 2016, Alex era um ciclone subtropical, que também já é uma raridade nesta época do ano. No boletim técnico emitido às 15h00 UTC (13 horas, em Brasília) pelo Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC, na sigla em inglês) Alex era considerado um furacão com centro mínimo de pressão de 981 hPa. Os ventos constantes foram estimados em 140 km/h. Alex estava a 790 km ao sul da ilha Faial, no arquipélago de Açores.

Alex não deve ter longa via como furacão.

  

 

A previsão é que o sistema avance para norte onde as águas estão frias, o que vai fazer com que o sistema enfraquece. Furacões, tufões e ciclones tropicais são fenômenos meteorológicos associados com tempo severo e se originam em regiões oceânicas onde a água está quente.

 

 

O calor úmido vindo da região de água do mar quente mantém estes sistemas vivos, produzindo muita instabilidade e mantém sua pressão central baixa. Quando eles avançam sobre águas frias começam a perder força e vão morrendo.

 

 

 

 

Ele não é muito grande, mas é fenômeno realmente raro por vários motivos:

- furacões no Atlântico Norte normalmente se desenvolvem entre julho e novembro, quando é verão no Hemisfério Norte e as águas dos oceanos se aquecem gradualmente.

- Alex se formou numa região onde a temperatura não estava muito alta o suficiente para originar um furacão (a temperatura mínima da água do mar considerada para a formação de furacões é de 25°C)

- a última vez que um furacão se formou em janeiro no Atlântico Norte foi em 1 de janeiro de 1938, mas não teve um nome. (Fonte: NOAA)

- a última vez houve a formação de um ciclone subtropical em janeiro no Atlântico Norte foi em 1955.