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Mar muito agitado do Sul ao Nordeste

26/07/2016 às 15:10
por Josélia Pegorim

Atualizado 29/07/2016 às 20:06

As condições para a navegação marítima na costa leste do Brasil permanecem perigosas no último fim de semana de julho de 2016 por causa das grandes ondas, da ventania e do mar muito agitado provocados pela recente passagem de um grande  e forte ciclone extratropical.

Confira os avisos de mau tempo emitidos pela Marinha do Brasil.

 

Previsão de ondas e de ressaca

As ondas começaram a crescer no litoral do Rio Grande do Sul na manhã de 26 de julho. Durante o dia 27, a agitação se intensificou como previsto e se espalhou rapidamente pela costa do Sul do Brasil. No decorrer do dia  28 de julho, o mar subiu rapidamente na costa do Sudeste. Durante o dia 29 de julho, as ondas passavam de 2,0 metros na costa do Sudeste e o mar começou a ficar agitado no litoral sul da Bahia. A agitação avança pela costa leste do Nordeste nos dias 30 e 31 de julho.

Para o litoral da Região Sul, os dias de pico da agitação serão 27 e 28 de julho. No Sudeste, o pico acontece nos dias 28 e 29 de julho e no Nordeste, nos dias 30 e 31 de julho de 2016.

Esta agitação marítima deve ser a mais intensa observada este ano, até agora, superando a intensa agitação que ocorreu entre o fim de abril e o começo de maio.

 

Confira as ondas também no Climasurf

 

30 de julho de 2016

a agitação marítima persiste; não há mais condições para ressacas no Sul, mas ainda pode ocorrer ressaca na madrugada e  manhã no litoral do Sudeste;

mar sobe na costa leste do Nordeste

 

RS: ondas de 2,0m na madrugada e manhã, baixando no decorrer da tarde; ondulação de sudeste; vento moderado;

SC: ondas de 2,0m na madrugada e manhã, baixando no decorrer da tarde; ondulação de sudeste; vento moderado;

PR: ondas de 2,0m na madrugada e manhã, baixando no decorrer da tarde; ondulação de sudeste; vento moderado;

SP: ondas de 2,0m a 2,5m, baixando no decorrer da tarde; ondulação de sudeste; vento moderado; risco de ressaca na madrugada e manhã;

RJ: ressaca, com ondas de 3,0m a 3,5m, ondulação de sul; vento moderado;

ES: ressaca; ondas em torno de 2,5m, mas com picos que podem chegar aos 3,0m; ondulação de sul; vento moderado;

BA: risco de ressaca;  mar muito agitado e subindo rápido em toda a costa baiana, com ondas de 1,5m a 2,0m; ondulação de sul a sudeste; vento moderado;

 

O mar sobe ao longo do dia nas demais áreas da costa leste do Nordeste.

 

31 de julho de 2016

mar baixando no Sul e no Sudeste, mas a agitação aumenta na costa leste do Nordeste

 

RS: ondas de 1,5m a 2,0m na madrugada e manhã, baixando no decorrer da tarde; ondulação de sudeste para leste; vento moderado;

SC: ondas de 1,5m a 2,0m na madrugada e manhã, baixando no decorrer da tarde; ondulação de sudeste para nordeste; vento moderado;

PR: ondas de 1,5m a 2,0m na madrugada e manhã, baixando no decorrer da tarde; ondulação de sudeste; vento moderado;

SP: ondas de 1,5m a 2,0m na madrugada e manhã, baixando no decorrer da tarde; ondulação de sudeste; vento moderado;

RJ: ondas de 2,0m a 2,5m na madrugada e manhã, baixando no decorrer da tarde, ondulação de sudeste; vento moderado;

ES: risco de ressaca; ondas de 2,5m a 2,0m, baixando no decorrer do dia, com ondulação de sul para sudeste; vento moderado;

BA: risco de ressaca; mar muito agitado, com ondas de 2,0m a 2,5m; ondulação de sul a sudeste; vento moderado;

De SE ao RN: risco de ressaca; mar muito agitado; ondas em torno de 2,0m, com picos maiores; ondulação de sudeste; vento moderado;

 

Atenção: durante a segunda-feira 1 de agosto, as ondas podem aumentar ainda mais na costa leste do Nordeste.

 

 

Efeitos do grande ciclone extratropical do fim de julho de 2016

A última semana de julho de 2016 está sendo marcada pela passagem de um grande e forte ciclone extratropical pelas águas do oceano Atlântico Sul, entre o litoral do Rio Grande do Sul e da província de Buenos Aires, na Argentina.

Durante a formação do sistema houve ventania no Rio Grande do Sul que causou queda de árvores e  interrupção do fornecimento de energia elétrica.

Confira as maiores rajadas de vento registradas pelo Instituto Nacional de Meteorologia por causa deste ciclone extratropical.

 

 

 

 

 

A ventania sobre o mar causada pelo ciclone extratropical gerou um forte swell e suas grandes ondas começaram se espalhar pela costa leste do Brasil nos últimos dias de julho de 2016.

No início da noite do dia 27 /07/2016,  às 18h09, uma bóia da Marinha em alto-mar, na região de Rio Grande, no litoral do Rio Grande do Sul, registrou ondas 9,0m. Por volta da meia-noite do dia 28, outro pico atingiu 8,5m.

Ao largo da costa de Santos, no litoral de São Paulo, outra bóia da Marinha registrou ondas de 6,5m no fim da madrugada (5h29) do dia 28 de julho.

No dia 29 de julho, a ressaca na região de Saquarema, no litoral do Rio de Janeiro, dificultou as buscas por um piloto de caças da Marinha que desapareceu no mar na tarde de 26 de julho, após um acidente com outro caça. Os aviões faziam um treinamento padrão de ataque a alvos de superfície.

 

A animação das imagens de satélite mostra o deslocamento do ciclone extratropical entre 15h de 27/07/2016 e 15h de 28/07/2016. A letra "B" indica a posição aproximada do centro da baixa pressão atmosférica.

 

 

 

As cartas meteorológicas analisadas pela Marinha do Brasil mostram a posição do ciclone extratropical às 12 UTC (9h em Brasília) nos dias 27, 28 e 29 de julho de 2016. A pressão mínima no centro da baixa pressão deste ciclone extratropical foi estimada no dia 29 foi de 974 hPa.

 

 

 

 

A meteorologista Josélia Pegorim comenta como sobre o deslocamento deste ciclone extratropical.