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Ciclone causa rajada de 111 km/h no Chuí (RS)

25/10/2016 às 22:17
por Josélia Pegorim

Atualizado 27/10/2016 às 15:11

O ciclone extratropical que se formou durante a quarta-feira, 26 de outubro,  é observado claramente sobre o oceano nesta quinta-feira, 27,  entre o litoral do Uruguai e do Rio Grande do Sul.

 

 

 

Na animação de imagens de satélite é possível perceber o processo de formação do ciclone extratropical através das bandas de nuvens que fazem um movimento aproximadamente circular, no sentido horário, entre a Argentina, o Brasil, o Paraguai e o Uruguai. Nesta região, as bandas de nuvens se "enrolam" da esquerda para a direita (movimento horário).

 

 

Por causa da formação deste ciclone, a velocidade do vento começou a aumentar na noite do dia 26 de outubro na região serra de Santa Catarina. Medições do Instituto Nacional de Meteorologia indicaram rajadas de até 82 km/h em Bom Jardim da Serra, na região do Morro da Igreja, às 20 horas e outra rajada com 84 km/h ocorreu às 21 horas, pelo horário de Brasília. Mas a força do vento aumentou ainda mais no fim da manhã desta quinta-feira, 27, e chegou aos 96 km/h ao meio-dia. Rajadas ainda mais intensas poderão ocorrer até a noite.

A velocidade do vento e das rajadas de vento aumentaram no decorrer da manhã desta quinta-feira e já estavam bastante fortes no começo da tarde.  Em Chuí, no extremo sul gaúcho, o Instituto Nacional de Meteorologia registrou 111 km/h de rajada às 14 horas.

Em Mostardas, no litoral do Rio Grande do Sul, uma rajada atingiu 71 km/h às 9 horas desta quinta-feira e 79 km/h às 14h. Em Rio Grande, também às 9 horas, uma rajada atingiu 58 km/h, mas às 14 horas as rajadas já estava em 82 km/h.

Em Jaguarão, no sul gaúcho, uma rajada alcançou 85 km/h às 14 horas. Porto Alegre também está sentindo fortes ventos nesta quinta-feira. Desde a madrugada, o aeroporto Salgado Filho registra vento constante quase sempre acima de 24 km/h. As rajadas intensas começaram no início da tarde e chegaram aos 68 km/h às 14 horas. Pode ventar mais forte ainda até a noite.

 Em Pelotas a ventania do ciclone extratropical também é sentida desde a madrugada. O aeroporto registrou diversas rajadas iguais ou maiores a 50 km/h. A mais intensa até às 15 horas foi de 70 km/h.

As simulações atmosféricas mais recentes indicam que o valor mínimo da baixa pressão deste ciclone extratropical deve alcançar valores de 980 a 990 hPa, que é muito baixo. Quanto mais baixa a pressão atmosférica mais intensos são os ventos.

 

Na carta sinótica elaborada pela Marinha do Brasil, o ciclone extratropical aparece indicado com a letra B, entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai. O valor mínimo da baixa pressão era de 990 hPa e pode ficar ainda mais baixo nas próximas 24 horas.

 

Entenda o que é um ciclone extratropical

 

 

 

 

Nas próximas 48 horas , durante seu deslocamento sobre o mar, este ciclone extratropical ainda deverá provocar ventos fortes no continente até a noite do dia 28 de outubro de 2016. Atenção: os ventos podem ocorrer a qualquer hora, mesmo sem estar chovendo.

Na Região Sul, as rajadas de vento mais intensas poderão alcançar velocidades em torno dos 100 km/h, especialmente em lugares de maior altitude, como em topos de prédios altos e montanhas e em lugares que favorecem o afunilamento do fluxo de ar. Há risco de danos em edificações como destelhamento, além da queda de árvores e placas de anúncios.

Nos mapas abaixo, a letra B representa o centro de baixa pressão atmosférica do ciclone extratropical.

 

 

No dia 26 de outubro, quarta-feira, na maioria das áreas da Região Sul e no sul de Mato Grosso do Sul, as rajadas de vento mais intensas poderão variar de 70 km/h a 90 km/h. Nos lugares mais elevados da região serrana do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, podem ocorrer rajadas em torno de 100 km/h.

No estado de São Paulo, algumas rajadas de vento poderão alcançar de 50 km/h a 70 km/h, mesmo sem estar chovendo.

 

 

 

No dia 27 de outubro, o centro do ciclone extratropical deve estar no mar, entre o litoral do Rio Grande do Sul e do Uruguai.

Intensas rajadas de 70 km/h a 100 km/h poderão ocorrer em todos os estados da Região Sul.

Em São Paulo, Mato Grosso do Sul, no Rio de Janeiro, no Sul de Minas Gerais, no Triângulo Mineiro, no sul de Goiás e no sul de Mato Grosso, algumas rajadas de vento podem alcançar de 60 km/h a 80 km/h, a qualquer hora, mesmo sem estar chovendo.

 

 

 

Na sexta-feira, 28 de outubro, o centro do ciclone extratropical ainda estará próximo do litoral do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, porém mais afastado do continente.

Na madrugada e manhã, o sul e o leste do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, incluindo o litoral e as áreas serranas mais elevadas, as rajadas de vento mais intensas poderão atingir velocidades de 70 km/h a 90 km/h. Os ventos enfraquecem no decorrer da tarde e noite do dia 28.

Ainda na madrugada e manhã de 28 de outubro, o sul e o leste de São Paulo e o estado do Rio de Janeiro poderão sentir rajadas de 60 km/h a 80 km/h associadas com o deslocamento pelo mar do ciclone extratropical. No Espírito Santo, no Sul de Minas e na Zona da Mata Mineira, algumas rajadas poderão alcançar velocidades de 50 km/h a 70 km/h. Os ventos tendem a enfraquecer no decorrer da tarde e noite.

 

O ciclone extratropical se afasta de vez da costa sul do Brasil no dia 29 de outubro e não terá mais condições para provocar ventos fortes no continente.