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O que pode mudar neste novembro?

06/11/2016 às 08:35
por Alexandre Nascimento

Nesta época do ano a chuva é muito bem vinda e muito esperada. Seja pela agricultura, pelo setor elétrico ou de abastecimento, a expectativa é de que a chuva da primavera prepare o solo para receber as sementes e comece a encher rios e reservatórios, para que depois do verão tenhamos um situação confortável. Mas nenhuma parte do país espera mais do que o Norte e o Nordeste, além de Goiás, Minas e Espírito Santo. Essas regiões passaram os últimos dois anos com chuva muito abaixo da média e o resultado foi muito catastrófico: racionamento severo e até desabastecimento de água, além de uma agricultura muito prejudicada e um setor elétrico desesperado com geração muito abaixo do esperado. Os mapas de anomalia de chuva anual do INMET mostram claramente (áreas com tons em laranja) que choveu muito abaixo da média no Sudeste e no Nordeste.

Mas este ano promete ser diferente: temos uma situação oceânica, que é quem comanda as condições de clima, bem diferentes. Neste ano teremos uma La Niña que, mesmo fraca, deve favorecer às chuvas no centro-norte do Brasil e não vai provocar seca no Sul. Além disso, o Atlântico está bem mais favorável do que nos últimos anos.

Ao longo deste mês de novembro a situação já começa a mudar. Durante a segunda quinzena deste mês devemos ter o deslocamento e a permanência de grande áreas de instabilidade sobre o centro-norte do Brasil, provocando chuva volumosa. A previsão é de chuva dentro do normal para o norte de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Triângulo Mineiro, mas para Minas, Rio, Goiás, Mato Grosso e para a maior parte do Norte  e do Nordeste teremos chuva acima da média. O mapa abaixo mostra volumes superando os 100 milímetros em verde, podendo superar os 200 milímetros só nos próximos 15 dias nas áreas em verde mais escuro. Já no Sul e no centro-oeste e sul de São Paulo deve chover pouco, mas em dezembro isso deve ser compensado com mais chuva.