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Como fica o tempo no litoral de SP no feriado de 1 de maio?

29/04/2019 às 19:02
por Josélia Pegorim

Atualizado 29/04/2019 às 19:34

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Entenda o que provocou a ventania nas praias paulistas no último domingo de abril de 2019

Depois da tempestade do domingo, 28 de abril,  com ventos da ordem de 100 km/h, o litoral de São Paulo teve uma segunda-feira com muitas nuvens, mas quase sem chuva. O vento também acalmou. Segundo o INMET, até 17 horas, a rajada máxima em São Sebastião foi de 40,7 km/h e em Bertioga de 21,6 km/h. Em Iguape, a maior rajada até esta hora não passou dos 21 km/h. No Guarujá, até 17 horas, a maior velocidade do vento registrada na base aérea foi de 13 km/h. Chovia fraco por lá nesta hora.



Terça-feira com muitas nuvens

Todo o litoral de São Paulo tem uma terça-feira com muitas nuvens, mas com períodos de sol no decorrer do dia. Não há previsão de chuva, mas o céu pode ficar todo nublado especialmente no começo da manhã e perto do fim da tarde.

Não há nenhum sistema meteorológico especial no litoral paulista nesta terça-feira que possa provocar ventania ou chuva forte.

 

Feriado de 1 de maio

O feriado de 1 de maio, quarta-feira, será com sol e calor nas praias de São Paulo, mas já com risco de pancadas de chuva com raios a partir do meio da tarde. A chuva que ocorrer poderá ser moderada a forte, mas só em alguns locais e de curta duração. As rajadas de vento não devem superar dos 70 km/h.

 

 

Foto de Carlos Alves Junior, Santos (SP)

 

 

Nova frente fria

A passagem de outra frente fria pelo litoral paulista na quinta-feira, 2 de maio, renova as condições para pancadas de chuva e rajadas de vento no litoral de São Paulo. Porém, não tão intensa como a do último domingo. A previsão é de pancadas de chuva em pequenas áreas com risco de rajadas de vento entre 50 e 70 km/h.

 

Por que ventou tão forte no dia 28/4/2019?

Choveu forte em vários locais do estado de São Paulo no domingo, 28 de abril de 2019, inclusive na Grande São Paulo, mas a chuva foi rápida e não gerou grandes acumulados. O que mais assustou foi a ventania, especialmente no litoral paulista, onde grandes árvores foram arrancadas pela raiz na região de Santos. Na região de Ilhabela, a passagem da tempestade causou o naufrágio de uma lancha e uma vítima fatal. 

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, uma rajada de vento chegou aos  96 km/h em São Sebastião, entre 17 horas e 18 horas. Em Bertioga, uma rajada alcançou 72 km/h entre 16 horas e 17 horas e outra mais forte, com 80 km/h, foi medida entre 17 horas e 18 horas. A base aérea do Guarujá registrou uma rajada com 62 km/h às 16 horas.

É possível que em outros locais, até por causa da configuração da topografia, as rajadas de vento tenham superado os 100 km/h. A Defesa Civil na região da Baixada Santista divulgou na imprensa ventos da ordem de 150 km/h

 

Pela escala Beaufort, a ventania no litoral paulista foi de uma tempestade.




 

 

A chuva forte e ventania foram provocadas pela passagem de várias nuvens do tipo cumulonimbus, associadas com a passagem de uma frente fria pelo litoral paulista.

As nuvens de tempestade que passaram pelo litoral paulista se organizaram como Linha de Instabilidade sobre o Sul do Brasil e depois avançaram para São Paulo. A Linha de Instabilidade é um conjunto de várias nuvens cumulonimbus que, como o nome sugere, ficam alinhadas e se deslocam juntas, ao mesmo tempo.

 

É muito comum a ocorrência de ventania, grandes volumes de chuva e muitos raios na passagem de Linhas de Instabilidade. Este tipo de sistema meteorológico pode se formar em qualquer época do ano e nem sempre está associado com a passagem de uma frente fria.

A mesma Linha de Instabilidade que provocou os temporais no litoral de São Paulo avançou para o Rio De Janeiro onde também ocorreu ventania da ordem de 100 km/h.

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