Calor também influencia a forma do óleo na costa do Nordeste

18/10/2019 às 12:44
por Angela Ruiz

Atualizado 18/10/2019 às 15:46

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Desastre ambiental ainda está sendo investigado

As manchas de óleo de origem ainda desconhecida espalhadas pela costa do Nordeste já provocaram um grande desastre ambiental. O óleo já atingiu 180 pontos em 9 estados, destes ao menos 12 são unidades de conservação, segundo o último boletim divulgado pelas autoridades.

 

O óleo é tóxico e o contato com o produto é prejudicial à saúde. A população deve estar atenta para evitar tomar banho na costa onde há registro do petróleo. Em conversa por telefone com o coordenador de Gerenciamento Costeiro do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA), Ricardo César de Barros Oliveira,  as manchas apareceram na costa em forma de óleo quase sólido. E isto, acontece por causa dos efeitos do clima, da luz e do sal. O material volátil do petróleo escapa com o aumento da temperatura e isolação. O que sobra é o material sólido que será agregado a outros materiais sólidos que estão na coluna da água como o sal.

 

Como o óleo já está um tempo na água, o material sofre as ações e vai sendo degradado e chega à forma mais consistente e menos fluído a costa e principalmente nas faixas de areia das praias. E ainda assim, continua se degradando por fatores físicos, químicos e biológicos.

 

Em outras palavras, “quando o material volátil sofre a ação da luz, calor e do material orgânico no caso, o próprio sal, o que se observa é um material já temperizado, quase solidificado. Um tipo de material na forma mais consolidada", explica Barros de Oliveira.

 

Ainda segundo ele, o que está ocorrendo é a contaminação da areia das praias, onde o óleo fica depositado. "Com o calor intenso, o óleo esquenta e amolece um pouco. Mas se a água salgada bate, ele fica sólido. O risco maior para as pessoas é quando pisa", explica Ricardo.

 

Um grupo técnico do IMA, Ibama, ICMBIO, Defesa Civil, governos e Marinha estão trabalhando em conjunto para investigar e mitigar os impactos. Todos os dias existe um trabalho de sobrevoo para identificar possíveis novas áreas e observar o movimento do óleo pela costa e aplicar as ações necessárias. As populações dos estados afetados devem estar atentas aos alertas emitidos sobre condições das praias. A orientação do governo é que, para banho, não está tendo problema. Agora, existe uma orientação para que os banhistas não cheguem à areia porque ela está contaminada com manchas de óleo.   

 

Foto: José Alexandre - Maceió - AL

 

Tempo no fim de semana

 

No período chuvoso, são comuns as praias impróprias para banho por causa do arraste de detritos diversos, carregados das ruas através das galerias pluviais, o que pode causar doenças como de pele. Porém, é o calor e o tempo seco em quase todo o Nordeste que irá predominar ao longo do fim de semana.   

 

De acordo com os meteorologistas da Climatempo, tanto no sábado quanto no domingo, o sol e o tempo seco predomina com várias horas de insolação e muito calor no Nordeste. Na costa leste da Região pode chover de forma rápida nas praias entre João Pessoa e Maceió, somente no sábado. Na costa do Maranhão, as pancadas isoladas acontecem a partir da tarde durante o fim de semana.

 

 

 

 

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