Unesp e Austrália irão pesquisar impactos da mudança climática

14/11/2019 às 12:32
por Angela Ruiz

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Projeto permitirá compartilhamento de expertises em monitoramento por câmeras e satélites

Pesquisadores da Unesp e da University of Technology, em Sydney, na Austrália, irão compartilhar suas expertises em um projeto de pesquisa que avalia a influência das mudanças climáticas na alteração dos padrões foliares das plantas.

 

O projeto foi contemplado em chamada da Fapesp e prevê a mobilidade de pesquisadores entre as duas instituições pelos próximos dois anos. A proposta foi submetida ao programa SPRINT pela professora Leonor Patricia Cerdeira Morellato, do câmpus de Rio Claro, em parceria com o pesquisador Alfredo Huete, da universidade australiana. Docente do Instituto de Biociências da Unesp de Rio Claro, Patrícia Morellato vem se dedicando nos últimos anos ao estudo da fenologia de vegetações tropicais e ecologia temporal, enquanto o professor Huete é um dos maiores especialistas mundiais em sensoriamento remoto e índices de vegetação.

 

“Minha pesquisa é dedicada à Fenologia de vegetações tropicais e ecologia temporal. Nessa área conseguimos, nos últimos oito anos, estabelecer a maior rede de câmeras para monitoramento da fenologia dos trópicos, criando uma interface importante com o sensoriamento remoto”, explica a professora, que desde 2011 coordena o projeto E-phenology, também financiado pela agência no âmbito do Programa Fapesp de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG).

 

A Fenologia é a área da Ecologia que estuda os fenômenos periódicos dos seres vivos e suas relações com as condições do ambiente, como clima. “Acreditamos que com este projeto vamos integrar nossas especialidades para entender melhor os impactos de mudanças do clima em vegetações sazonalmente secas”, explica a professora.

 

“Esses padrões foliares definem as estações de crescimento das plantas. Queremos entender como estes padrões podem ser afetados por mudanças de clima. A inovação deste projeto está em propormos integrar escalas de chão, como nossas câmeras, a escalas espaciais, como os satélites”, destaca a professora, que destaca ainda o foco das pesquisas em vegetações campestres e mais abertas, como o Cerrado.

 

Os dois pesquisadores se conheceram em 2018 durante um evento científico em Melbourne, na Austrália. Meses depois o professor Huete convidou uma doutoranda do grupo da professora de Rio Claro, Bruna Alberton, para um estágio de pós-doutorado. Desta aproximação surgiu a ideia de submeter o projeto.

 

“Nossa ideia é que esse projeto de cooperação seja uma ponte para futuras propostas de pesquisa conjuntas”, aponta Patrícia. “A Austrália, assim como a África, são regiões do hemisfério Sul diferentes do Brasil, mas que guardam semelhanças que são muito interessantes de se investigar”.

 

Fonte: Marco Jorge /Unesp

 

 

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