Brasil começa a testar vacina chinesa em 20 de julho

07/07/2020 às 11:29
por Redação

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Se imunização se mostrar eficiente, distribuição poderá ocorrer em meados de 2021, diz diretor do Instituto Butantan

O governo de São Paulo anunciou nesta segunda-feira (06/07) que uma potencial vacina contra a covid-19 desenvolvida pela farmacêutica chinesa de biotecnologia Sinovac, batizada de CoronaVac, começará a ser testada no Brasil em 20 de julho.

 

Ao todo, 9 mil voluntários participarão dos testes em cinco estados – São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná –, além do Distrito Federal. O recrutamento dos participantes terá início na próxima segunda-feira, 13 de julho, por meio de um aplicativo.

 

Só poderão se voluntariar profissionais de saúde, como médicos, paramédicos e enfermeiros. Além disso, os inscritos não podem ter se contaminado pelo novo coronavírus e devem morar perto de um dos centros de pesquisa que conduzirão as análises.

 

Na semana passada, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a realização dos testes, que farão parte da terceira fase do estudo do laboratório chinês contra o Sars-Cov-2. A fase 1 e a fase 2 foram realizadas com voluntários chineses."É um salto para a vida aquilo que São Paulo, através do Instituto Butantan, está fazendo junto com um laboratório privado chinês", disse o governador paulista, João Doria (PSDB), ao anunciar o início dos testes em coletiva de imprensa nesta segunda-feira.

 

O Instituto Butantan, ligado ao governo de São Paulo, coopera com o desenvolvimento da vacina chinesa. O órgão firmou um acordo com a Sinovac que lhe permitirá fabricar a CoronaVac no país se a imunização se mostrar eficiente nos testes. "No mundo são 136 vacinas em desenvolvimento, 12 em estudos clínicos. Dessas 12, apenas três estão na fase chamada fase 3. Então, a partir da aprovação da Anvisa, nós nos credenciamos com uma das três vacinas que têm grande chance de chegar ao público muito rapidamente", afirmou Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan.

 

"Nós temos um acordo preliminar de um acesso, até o final deste ano, de 60 milhões de doses [para o Brasil] se a vacina for efetiva", completou. "Espero que, antes de outubro, a gente termine a inclusão dos 9 mil voluntários. Com isso, poderemos ter uma análise preliminar dos resultados ainda neste ano, o que levará ao uso da vacina já em meados do ano que vem."

 

A vacina chinesa é a segunda liberada pela Anvisa para a realização da fase 3 de testes em voluntários no Brasil. A primeira foi uma vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, chamada de ChAdOx1 nCoV-19.

 

Os testes tiveram início no final de junho no país e contam, de acordo com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que participa do projeto, com 2 mil voluntários em São Paulo. Outros mil estão sendo testados no Rio de Janeiro, pela Rede D'Or.

 

O Brasil é o primeiro país fora do Reino Unido a iniciar testes com a vacina desenvolvida em Oxford. Um dos motivos que levaram à escolha foi o fato de a pandemia estar em ascensão no território brasileiro, diferente de outros países asiáticos e europeus, onde as taxas de infecção caíram.

 

O Brasil é o segundo país do mundo com mais casos e mortes em decorrência da covid-19 em números absolutos, atrás apenas dos Estados Unidos. Já são mais de 1,6 milhão de infectados e quase 65 mil mortos, segundo dados do Ministério da Saúde.

 

Leia também: Nova cepa do Sars-cov-2 se propaga mais rápido que a original

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