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Copom eleva taxa Selic para 13,75% ao ano

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5 min de leitura

É a 12ª alta consecutiva na taxa básica de juros, que está no maior nível desde janeiro de 2017. Aperto monetário acompanha movimento de alta promovido também pelos bancos centrais dos Estados Unidos e da zona do euro

 

Em meio aos impactos da guerra na Ucrânia e o risco de recessão nos Estados Unidos, com reflexos sobre a economia global, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve o aperto da política monetária e anunciou nesta quarta-feira (03/08) a elevação da taxa Selic, que define os juros básicos da economia, de 13,25% para 13,75% ao ano.

 

A Selic está no maior nível desde janeiro de 2017, quando também era de 13,75% ao ano. Esse foi o 12º reajuste consecutivo na taxa. A decisão desta quarta-feira já era esperada por analistas financeiros, e manteve a Selic em um ciclo de alta.

 

De março a junho do ano passado, o Copom havia elevado a taxa em 0,75 ponto percentual em cada encontro. No início de agosto, o Banco Central passou a aumentar a Selic em 1 ponto a cada reunião. Com a alta da inflação e o agravamento das tensões no mercado financeiro, a Selic foi elevada em 1,5 ponto de dezembro do ano passado até maio deste ano. Na última reunião, em junho, o aumento havia sido de 0,5 ponto percentual.

 

A alta na taxa de juros acompanha um movimento também feito pelo Banco Central dos Estados Unidos (Fed), que no final de junho aumento a sua taxa de juros pela quarta vez seguida em uma tentativa de desacelerar a maior inflação no país em 40 anos, e pelo Banco Central Europeu, que também em julho promoveu a primeira alta em 11 anos na sua taxa básica de juros.

 

Controle da inflação
A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em junho, o indicador fechou em 11,89% no acumulado de 12 meses, no maior nível para o mês desde 2015. A prévia da inflação de agosto começa a mostrar desaceleração por causa da queda do preço da energia e da gasolina.

 

A taxa atual está bastante acima do teto da meta de inflação. Para 2022, o Conselho Monetário Nacional fixou meta de inflação anual de 3,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.

 

No Relatório de Inflação divulgado no fim de junho pelo Banco Central, a autoridade monetária estimava que o IPCA fecharia 2022 em 8,8% no cenário base. A projeção deverá ser revista para baixo por causa das desonerações tributárias sobre a gasolina e o gás de cozinha. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, a inflação oficial deverá fechar o ano em 7,15%. No início de junho, as estimativas do mercado chegavam a 9%.

 

A elevação da taxa Selic ajuda a controlar a inflação, pois juros maiores encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas mais altas dificultam a recuperação da economia.

 

No último Relatório de Inflação, o Banco Central projetava crescimento de 1,7% para a economia em 2022. O mercado projeta crescimento um pouco maior. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 1,97% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano.

 

Este conteúdo é uma obra originalmente publicada pela agência alemã DW. A opinião exposta pela publicação não reflete ou representa a opinião deste portal ou de seus colaboradores.

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