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Terremoto de magnitude 7,4 causa destruição na Colômbia

Terremoto de magnitude 7,4 atingiu o oeste da Colômbia nesta segunda-feira (10) e provocou fortes tremores em diferentes regiões do país.

Lívia Caetano

10/08/2026 às 17:10

Imagem da notícia Terremoto de magnitude 7,4 causa destruição na Colômbia
Terremoto de magnitude 7,4 causa destruição na Colômbia. Fonte: AP Photo/Santiago Saldarriaga/G1. (2026).

Forte terremoto atinge o oeste da Colômbia

Um terremoto de grande magnitude atingiu o oeste da Colômbia na manhã desta segunda-feira (10), provocando destruição em diferentes cidades e sendo percebido também fora do território colombiano.

De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o terremoto atingiu magnitude 7,4 e teve epicentro próximo a San José del Palmar, no oeste da Colômbia. As estimativas iniciais indicam que a ruptura ocorreu a pouco mais de 100 quilômetros de profundidade.

O tremor ocorreu por volta das 9h34, no horário de Brasília, e foi sentido em diferentes regiões colombianas, incluindo a capital Bogotá, além de áreas de países vizinhos.

Segundo o Serviço Geológico Colombiano, o evento está entre os terremotos mais significativos registrados no país nos últimos anos.

Número de vítimas ainda pode aumentar

Os impactos foram severos principalmente no oeste colombiano. O balanço divulgado pelas autoridades nesta segunda-feira aponta mais de 100 mortes e dezenas de feridos, além de pessoas atingidas por desabamentos. Como as operações de busca e resgate continuam, os números ainda podem ser atualizados.

Também foram registrados danos em edifícios e outras estruturas de diferentes cidades. A infraestrutura aeroportuária foi afetada e alguns terminais tiveram as operações interrompidas para que as autoridades pudessem avaliar as condições das instalações.

Diante da dimensão dos impactos, equipes de emergência seguem mobilizadas nas áreas mais atingidas.

Tremor foi percebido a grandes distâncias e chegou a Manaus

A energia liberada pelo terremoto fez com que seus efeitos fossem percebidos muito além das proximidades do epicentro, alcançando diferentes regiões da Colômbia e outros pontos da América do Sul.

No Brasil, moradores de Manaus, no Amazonas, também relataram ter sentido oscilações durante o terremoto. Apesar da grande distância entre a capital amazonense e a área onde ocorreu o abalo, terremotos dessa magnitude podem produzir ondas sísmicas capazes de percorrer centenas ou até milhares de quilômetros.

Essas ondas transportam a energia liberada pela ruptura das rochas pelo interior e pela superfície da Terra. Conforme se afastam da origem do terremoto, elas perdem intensidade, mas ainda podem ser percebidas em locais distantes.

Em edifícios altos, movimentos de baixa frequência também podem ficar mais perceptíveis, principalmente nos andares superiores. Portanto, os relatos registrados em Manaus não significam que tenha ocorrido um terremoto no Amazonas, mas que os efeitos do evento colombiano conseguiram alcançar a região.

Por que ocorreu um terremoto tão forte na Colômbia?

A explicação está diretamente relacionada à posição geológica da Colômbia. O país está localizado em uma região bastante ativa do ponto de vista tectônico, onde diferentes placas interagem continuamente.

Um dos principais processos ocorre entre a Placa de Nazca e a Placa Sul-Americana. A Placa de Nazca, localizada sob o Oceano Pacífico, movimenta-se em direção ao continente e mergulha sob a Placa Sul-Americana em um processo chamado subducção.

Esse movimento não ocorre de maneira totalmente contínua e suave. Em determinados pontos, as rochas ficam submetidas a tensões que podem se acumular durante longos períodos.

Quando essa tensão supera a resistência das rochas, ocorre uma ruptura e uma grande quantidade de energia é liberada rapidamente. Essa energia se propaga na forma de ondas sísmicas e provoca o terremoto percebido na superfície.

Essa mesma dinâmica tectônica está relacionada à formação da Cordilheira dos Andes e ajuda a explicar a elevada atividade sísmica observada ao longo da costa oeste da América do Sul.

Terremotos são comuns na Colômbia?

A ocorrência de terremotos não é incomum na Colômbia. A localização do país próxima a importantes zonas de interação entre placas faz com que tremores de diferentes magnitudes sejam registrados regularmente.

A maioria desses eventos, porém, apresenta intensidade muito inferior e muitas vezes nem chega a ser percebida pela população.

Por isso, é importante diferenciar a atividade sísmica habitual da ocorrência de um terremoto de magnitude 7,4. Eventos com tamanha liberação de energia são muito menos frequentes e possuem potencial significativamente maior para provocar danos.

Profundidade ajuda a explicar a ampla área onde o tremor foi sentido

Outro aspecto importante do terremoto desta segunda-feira é a profundidade. As estimativas iniciais apontam que a ruptura ocorreu a aproximadamente 100 quilômetros abaixo da superfície, o que coloca o evento na categoria dos terremotos de profundidade intermediária.

A profundidade influencia a maneira como a energia chega à superfície e a extensão da área em que o tremor pode ser percebido. Eventos mais profundos podem produzir efeitos sentidos em uma região geográfica bastante ampla.

Isso ajuda a explicar por que o terremoto colombiano foi percebido a grandes distâncias, inclusive fora do país.

Os impactos em cada local, entretanto, não dependem apenas da magnitude ou da profundidade. A distância em relação ao epicentro, o tipo de solo, a duração do movimento e a resistência das construções também são fatores importantes para determinar a intensidade dos danos.

Réplicas podem continuar após o terremoto principal

Depois de um terremoto de grande magnitude, também é comum ocorrerem réplicas. Esses novos tremores acontecem à medida que as rochas próximas à região da ruptura principal se reajustam à nova distribuição das tensões.

Tremores secundários já foram registrados após o evento principal desta segunda-feira. Em geral, as réplicas apresentam magnitude inferior à do primeiro terremoto, mas ainda podem ser percebidas pela população.

Elas também representam uma preocupação adicional em áreas onde edifícios e outras estruturas já foram danificados, pois novos movimentos podem comprometer construções fragilizadas.

Até o momento, os sistemas de monitoramento não indicaram ameaça de tsunami associada ao terremoto. As autoridades continuam acompanhando a atividade sísmica enquanto avançam as operações de busca, atendimento às vítimas e avaliação dos danos provocados pelo forte tremor.


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