A região Nordeste do Brasil começou o mês de março ainda em alerta para chuva forte e volumosa, que pode causar transtornos para a população. A atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul que se formou nos últimos dias de fevereiro, posicionada ao norte de sua posição média, da Zona de Convergência Intertropical, que distribui chuva no norte do Nordeste continuam contribuindo para ocorrência de chuva no interior e no litoral nordestino pelo menos até a próxima quarta-feira, 4 de março.
Perigo de chuva extrema na Bahia
Nesta segunda-feira, 2 de março, há risco de chuva forte em todos os estados do Nordeste. Os temporais são mais prováveis no centro-sul do Maranhão e do Piauí, no interior de Pernambuco e de Alagoas, no litoral e no sul do Ceará, em Sergipe e na Bahia. Mas na Bahia, há uma situação especial de perigo para chuva extrema no litoral, no sul do estado e na Chapada Diamantina.
Risco de chuva volumosa na primeira semana de março
O cenário de tempo muito instável que se configurou nos últimos dias de fevereiro continua nesta primeira semana de março. A previsão é de grandes volumes acumulados em diversos estados da região até o dia 4 de março (ver mapa acima).
Os acumulados podem variar entre 50 mm e 200 mm em muitas áreas do Nordeste. Mas algumas áreas do centro-sul do Maranhão, do centro-sul do Piauí e da Bahia podem acumular de 200 mm a 300 mm, No Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe, a chuva também deve ocorrer de forma frequente, contribuindo para elevação dos acumulados ao longo dos dias.
Nordeste teve muita chuva em fevereiro
A chuva foi volumosa sobre o Nordeste em fevereiro, especialmente no fim do mês. Muitos locais, em quase todos os estados da região, registraram de 100 mm a quase 250 mm. Em alguns locais, o total de chuva acumulado em fevereiro se aproximou e até superou dos 300 mm. A chuva caiu forte até no sertão.
- Em Barra, no oeste da Bahia, o Instituto nacional de meteorologia registrou 197,8 mm em apenas 24 horas, entre os dias 25 e 26 de fevereiro. Até o início de março, este era o segundo maior volume de chuva no Brasil este ano, medido pelo Inmet, considerando o período de 24 horas entre 9 horas de um dia e 9 horas do dia seguinte. O total de chuva em Barra, em todo o mês de fevereiro, foi de 280,1 mm, o triplo da média de precipitação para o mês, que é de 96 mm.
Confira outros acumulados de chuva muito elevados que foram registrados no Nordeste em fevereiro de 2026. As medições são do Inmet e do Cemaden- Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais
(valores aproximados para facilitar a compreensão)
383 mm Turiaçu (MA)
376 mm São Gonçalo (PB)
371 mm Grajaú (MA)
347 mm Teresina (PI)
327 mm Quixabá (PE)
284 mm Iguatu/Distrito Gadelha (CE)
280 mm Barra (BA)
277 mm Santa Teresinha (PB)
275 mm Icó/Centro (CE)
271 mm Lençóis (BA)
269 mm Coremas (PB)
267 mm União (PI)
264 mm Peritório (MA)
258 mm Timbiras (MA)
257 mm Carolina (MA)
252 mm Vitória da Conquista (BA)
264 mm Igrapiuna (BA)
242 mm Matias Olimpio
238 mm João Pessoa (PB)
237 mm Jaboatão dos Guararapes (PB)
237 mm Benedito Leite (MA)
235 mm Guanambi (BA)
225 mm Seridó (RN)
Impactos na chuva excessiva
O excesso de chuva aumenta o risco de:
* alagamentos e enxurradas
* elevação de níveis de rios
* deslizamentos em áreas suscetíveis
A persistência da instabilidade exige atenção redobrada, especialmente em áreas urbanas e regiões historicamente vulneráveis a eventos hidrológicos.




