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Relevo de Mariana mudou com o dasastre

13/11/2015 às 19:32
por Josélia Pegorim

 No dia 5 de novembro de 2015, Mariana, cidade histórica de Minas Gerais a cerca de 100 km de Belo Horizonte, foi palco de um dos piores desastres sociais e ambientais ocorridos no Brasil.

O rompimento das barragens de contenção de rejeitos de mineração que ocorreu na região de Mariana desencadeou uma avalanche de lama.

 

 

 

Um violento e incontrolável rio de lama desceu montanha abaixo soterrando a região de Bento Rodrigues, distrito de Mariana, deixando vítimas fatais e um enorme prejuízo ambiental e material.

 

 

 

A lama que no início era mole, pois ainda tinha muita água, foi endurecendo nos dias seguintes com o predomínio do sol forte e do calor. A lama mole deu lugar a enormes blocos de barro duro.

A fantástica quantidade de lama que se espalhou sobre a região de Bento Rodrigues, e que atingiu outras regiões vizinhas, mudou a geografia do lugar. Árvores, estradas, casas, morros ficaram debaixo da grossa camada da lama e não vão reaparecer mais. As curvas serão outras daqui para frente e o trabalho de reconstrução vai levar muitos meses.

 

 

O desastre em Mariana modificou o relevo local como ocorreu em janeiro de 2011 na região do vale do Cuiabá, em Petrópolis, que está entre os maiores desastres naturais do Brasil relacionados com excesso de chuva.

 

A empresa Digital Globe, dos Estados Unidos, especializada tratamento de imagens de satélite em altíssima resolução liberou para o público as imagens da região de Mariana antes e depois da avalanche de lama. As imagens de como era a região originalmente são do dia 21 de julho de 2015. As imagens com a transfiguração após a passagem da onda de lama gerada pelo rompimento das barragens foram realizadas no dia 10 de novembro de 2015.

 

 

 

 

 

Doce, rio de Lama

 

Risco de chuva forte na região de Mariana no fim de semana