AGROCLIMA

Colheita da soja segue no MT e PR

04/01/2017 às 11:35
por Redação

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As chuvas que vem ocorrendo em todo o Brasil estão muito irregulares e isso tem preocupado muito os produtores, pois os volumes estão muito variados dentro de uma mesma microrregião, comenta o agrometeorologista e consultor da Climatempo, Marco Antônio Santos.

 

Como a consultoria climática pode melhorar a produção no campo

 

Existem propriedades que já ultrapassaram as médias de chuva e outras propriedades vizinhas ainda registram acumulados inferiores. Além da irregularidade no regime de chuvas numa mesma região observa-se também uma grande variabilidade. “Hora as chuvas estão sobre a metade sul do País e em outro momento sobre o norte, ocasionado períodos de estiagem e até mesmo de excesso de dias chuvosos”, diz Santos.

 

Este padrão meteorológico está sendo ocasionado pelo fenômeno La Niña. O seu enfraquecimento e já com uma tendência de neutralidade mantém esse padrão meteorológico que deverá ser observado até o final da safra, ainda mais agora que a tendência para esse verão é de um clima próximo à neutralidade, sem a influência deste fenômeno. Não se pode descartar a possibilidade que venham ocorrer novos veranicos e no período seguinte, excesso de chuvas.

 

O que esperar da La Niña?

 

Este clima de apreensão de produtores e mercado é visível porque possíveis perdas de produtividade poderão ser registradas em todas as culturas. Tudo vai depender da fase fenológica que se encontra a lavouras e, sobretudo, o nível tecnológico empregado nos campos. “Deste modo, poderemos ter produtividades recordes numa propriedade ou talhão e na área vizinha perdas bastante significativas, seja por déficit ou por excedente hídrico, bem como pelas altíssimas temperaturas, já que sem a presença da La Niña as temperaturas tendem a ficar acima da média”, explica o agrometeorologista.

 

Nesta quarta-feira (4), chove em grande parte do Brasil, porém, ainda de forma muito irregular, sendo que os maiores volumes deverão ser observados sobre os Estados da Região Sul, em especial sobre as áreas produtoras do Rio Grande do Sul. E ao longo da semana, com o avanço desse sistema meteorológico as chuvas continuarão a ocorrer de forma irregular em grande parte do País, desde o Rio Grande do Sul até o Maranhão.

 

Para os produtores de soja do Mato Grosso e do Paraná que já iniciaram a colheita, as condições serão ideais, pois mesmo com a previsão de chuvas, essas serão na forma de pancadas, o que não impedirá a realização, apenas deverão ocorrer paralisações momentâneas.

 

Para os produtores que estão com suas lavouras em fase de desenvolvimento as condições também não são ruins, já que há previsão para chuvas para esses próximos 15 dias. Vale lembrar, que ainda haverá áreas que continuarão sob forte estresse hídrico por causa da chuva irregular e algumas lavouras podem registrar redução nos potenciais produtivos.

 

Maranhão, Tocantins, Piauí, Bahia, Goiás, leste do Mato Grosso e metade norte de Minas Gerais serão as regiões que mais poderão registrar perdas. Até porque, há locais que estão a mais de 17 dias sem receber uma só gota de chuva. Somente na segunda quinzena de janeiro é que há previsão de chuvas mais generalizadas para toda a metade norte do Brasil.

 

No Sul, pelo contrário, a preocupação é com o excesso de chuvas, muitos produtores estão preocupados com os vários dias de tempo fechado e úmido o que afeta o desenvolvimento das lavouras. A notícia não é animadora já que existe previsão de mais chuva para os próximos 10 dias e a situação poderá se agravar em algumas propriedades.

 

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