Otto provoca tempestades na Nicarágua e Costa Rica

23/11/2016 às 15:54
por Josélia Pegorim

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É o sexto furacão no Atlântico em 2016

Depois de se tornar um furacão no começo da noite da terça-feira, 22 de novembro, o ciclone tropical Otto enfraqueceu no fim da manhã desta quarta-feira, 23, e no começo voltou a ser uma tempestade tropical, na avaliação do Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC, na sigla em inglês). Mas Otto ainda é um sistema forte e o NHC alerta que a tempestade tropical deve se reintensificar no decorrer desta quarta-feira voltando a ser um furacão.

 

 

Na avaliação do NHC das 15 UTC de 23/11/2016 (13h de 23/11/2016, em Brasília), a tempestade tropical Otto se movimentava lentamente para oeste/noroeste com velocidade estimada de 7 km/h. Mantendo esta direção, Otto deve se deslocar do mar do Caribe, no oceano Altântico, para o oceano Pacífico cruzando os territórios da Costa Rica e da Nicarágua. Ao passar sobre áreas continentais, Otto deve perder força novamente. O NHC prevê que Otto aumente sua velocidade de deslocamento até a noite desta quarta-feira

Às 15 UTC de 23/11/2016 (13h de 23/11/2016, em Brasília), o centro da tempestade tropical Otto estava a 280 km a leste/nordeste de Limon, na Costa Rica e a 350 km a leste/sudeste de Bluefields, na Nicarágua.

 

 

Os ventos constantes de Otto eram estimados em 110 km/h, com rajadas mais fortes. O valor mínimo de sua baixa pressão era de 994 hPa. Este é o mesmo valor de pressão atmosférica mínima observado no começo da noite do dia 22, quando Otto virou um furacão.

 

Otto é a décima quinta tempestade tropical a ser nomeada e o sexto furacão a se formar na temporada 2016 do Atlântico Norte.

 

Energia da temporada de 2016 está acima da média

 

Um estudo feito pelo Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC, na sigla em inglês) mostrou que, até o fim de outubro, a média da Energia Ciclônica Acumulada (ACE, na sigla em inglês) da temporada de furacões de 2016 está 62% acima da média Climatológica do período de 1981-2010. A ACE é resultante da combinação da força e da duração das tempestades tropicais e dos furacões.

Os grandes furacões Nicole, que se formou em outubro, e Matthew, em setembro, deram grande contribuição para que a ACE ficasse acima da média histórica.

 

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