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Sensação de calor de 44°C no litoral de SP

27/12/2016 às 13:34
por Josélia Pegorim

Atualizado 27/12/2016 às 16:21

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E sem nuvem para fazer sombra

Calor infernal! Talvez esta tenha sido uma das expressões mais usadas para descrever a sensação nas praias do Espírito Santo a Santa Catarina na manhã de 27 de dezembro de 2016.

A temperatura às 11 horas da manhã chegou aos 37°C no Guarujá, no litoral de São Paulo, mas com sensação térmica de 43°C, e ao meio-dia aumentou para 38°C com sensação de 44°C.  Na praia de Copacabana (RJ),  às 11 horas, a temperatura era de quase 36°C, em Paraty (RJ) chegava aos 34°C, em Iguape (SP), o termômetro já encostava nos 33°C, em Saquarema (RJ), aos 35°C e em Macaé, aos 34°C. Estas medições foram do Instituto Nacional de Meteorologia. O aeroporto de Florianópolis registrava 30°C.

Na zona oeste da cidade do Rio De Janeiro,  no aeroporto Jacarepaguá, um lugar afastado da praia, a temperatura às 11 horas era de 38°C e ao meio-dia chegou aos 40°C. Apesar do seco neste local, com umidade relativa do ar de apenas 34%, a sensação térmica no corpo era de um calor de 45°C.

 

Praia do Julião, em Ilhabela, no litoral de São Paulo, na manhã de 27/12/2016.

 

 

Quem estava na manhã da terça-feira, 27 de dezembro, em algum lugar no litoral entre Florianópolis e Vitória via um céu praticamente todo azul, lindo! Mas o calor era tão intenso que muita gente talvez desejasse que tivesse alguma nuvem para fazer uma sombrinha. O pior erro era não ter um guarda-sol.

As imagens de satélite mostram a visão no canal visível do "calor infernal" feita pelo satélite GOES-13 às 11h15, pelo horário de Brasília, (13h15 UTC), de 27/12/2016. Para os meteorologistas, a tradução da cor preta é "sem nuvens".

 

 

 

A falta de nebulosidade é consequência da forte atuação do sistema de alta pressão atmosférica conhecido como ASAS (Alta (pressão) Subtropical do Atlântico Sul). O sistema de alta pressão causa a subsidência, que é um movimento de ar de cima para baixo que inibe o crescimento das nuvens. Quando esta subsidência está forte como agora, fica muito difícil a formação das grandes nuvens que podem provocar chuva e raios.

Até pelo menos o dia 31 de dezembro, as praias entre SP e ES terão muitas horas com sol forte e pouca chance de chuva. A maior chance de algumas pancadas de chuva à tarde e à noite para o litoral de São Paulo e sul do Rio de Janeiro é entre esta quarta e a quinta-feira, 29, quando ocorre a passagem de uma fraca frente fria pelo mar.

No litoral de Santa Catarina e do Paraná, a nebulosidade aumenta já nesta quarta-feira e a mudança na direção dos ventos começa a aliviar o calor. A chance de chover é alta até o dia 31 de dezembro por causa da  influência de áreas de instabilidade.

A meteorologista Josélia Pegorim explica porque está fazendo tanto calor no litoral de SP e do RJ: 

 

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