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São Paulo teve sexto fevereiro mais seco em 74 anos

01/03/2017 às 14:56
por Josélia Pegorim

Atualizado 01/03/2017 às 22:09

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Máxima do mês foi a segunda maior desde 1943

Não foi o fevereiro mais quente da histórica climática da cidade de São Paulo, mas o calor que fez em fevereiro de 2017 foi marcante. Alguns adoraram, mas muita gente ficou incomodada.

Pelas medições do Instituto Nacional de Meteorologia, a temperatura máxima à tarde em São Paulo ficou acima de 31,0°C por 13 dias consecutivos, entre os dias 11 e 23 de fevereiro. A temperatura mínima, medida ao amanhecer, ficou 10 dias consecutivos maior ou igual a 20,0°C, entre os dias 11 e 20 de fevereiro.

É calor demais para a capital paulista, mesmo sendo fevereiro historicamente o mês mais quente do ano, com as maiores médias de temperaturas máximas e mínimas. A temperatura máxima média de referência para o mês fica em torno de 28°C e mínima média de referência em torno dos 19°C.

Em fevereiro de 2017, a média das temperaturas máximas ficou em 30,5°C e a média das mínimas em 19,7°C.

 

 

 

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A menor temperatura máxima do mês foi de 24,4°C, no dia 25, quando ocorreu a menor insolação, apenas 0,7 horas de sol.

A maior temperatura no mês foi no dia 19, quando o termômetro marcou máxima de 34,7°C.

A menor temperatura em fevereiro de 2017 foi de 17,8°C, no dia 25.

 

Em nota oficia emitida em 1/3/2017, o Instituto Nacional de Meteorologia informou que a temperatura média máxima de fevereiro de 2017 foi a nona maior para este mês desde 1943.

A temperatura máxima de 34,7°C foi a segunda mais alta para um dia de fevereiro desde 1943 (74 anos de medição), em empatando com fevereiro de 1984.

 

 

 

 

Muito sol e pouca chuva

Tanto calor pode ser explicado pela menor quantidade de nebulosidade e de chuva que São Paulo teve em fevereiro de 2017, o que fez com que a insolação (número de horas de sol) fosse muito maior do que a média.

A estação meteorológica do Mirante de Santana, na zona norte da capital paulista registrou quase 210 horas de sol em fevereiro de 2017, sendo que a média histórica para o mês é de 144,5 horas de sol.

O total de chuva acumulado foi de 127,3 mm, 46% abaixo da média, considerando a média histórica de 237,4 mm do período de 1943 a 2016. O Instituto Nacional de Meteorologia registrou chuva em apenas 9 dias de fevereiro de 2017. Não houve registro de chuva no Mirante de Santana no período entre os dias 8 e 22 de fevereiro.

De acordo com o INMET, fevereiro de 2017 foi o sexto mais seco, com menor volume de chuva, desde 1943.

 

 

O heliógrafo é o instrumento que existe em algumas estações meteorológicas e que registra a insolação ou a duração do brilho solar, em horas e décimos de horas. Ele é a "bola de cristal" dos meteorologistas.

Veja como funciona uma estação meteorológica.

 

 

 

Por que fez tanto calor em São Paulo em fevereiro de 2017?

Durante o mês de fevereiro de 2017, a cidade de São Paulo, e maioria das áreas da Região Sudeste do Brasil, sentiu a prolongada atuação de um grande e forte sistema de alta pressão atmosférica conhecido como ASAS - Alta (pressão) Subtropical do Atlântico Sul. É comum ocorrer redução da nebulosidade, e consequentemente da frequência da chuva, quando se tem a influência de um sistema de alta pressão.

 

Previsão da intensificação da ASAS sobre o BR em fevereiro de 2017

 

No período entre 8 e 22 de fevereiro de 2017, quando o Mirante de Santana não registrou chuva, a ASAS atuou com força bastante acima do normal sobre o estado de São Paulo. Sem chuva e com menos nebulosidade, o calor aumentou.

Além disso, a forte influências da ASAS causou um bloqueio atmosférico que impediu que as frentes frias chegassem ao litoral paulista. A falta de frentes frias e do ar polar que vem com elas foi outro fator que colaborou para a manutenção do calor de fevereiro de 2017 em São Paulo.

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