Luz artificial e lixo dão vida a horta subterrânea em SP

10/11/2017 às 19:55
por Redação

Atualizado 17/11/2017 às 16:24

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Prédio transforma seu lixo em adubo que alimenta uma linda horta subterrânea em São Paulo

 

Já pensou em ter uma horta na garagem da sua casa? Isso é realidade no subsolo do Edifício Pátio Victor Malzoni. Só que isso não é o mais importante, a grande transformação do prédio foi na gestão do lixo!

 

Os 20 andares e 12 empresas do Edifício Pátio Victor Malzoni geram em torno de 55 toneladas de lixo por mês. Os funcionários das empresas já separam seu resíduos em sacos coloridos, que são encaminhados para cooperativas.

Já o lixo orgânico passa por um trabalho de compostagem e vira adubo. Conheça o processo!

 

 

 

Compostagem

 

A gente recebe o lixo orgânico das empresas que nós temos aqui, dos restaurantes e ele é pesado” explica Flávio Engel, gerente operacional do edifício. Em seguida, esse resíduo é triturado, misturado com serragem, cal virgem e trufa de minério de carvão e é colocado na máquina de compostagem.

 

“Aí a gente leva para secagem. Na secagem ele fica em torno de um dia e meio e depois a gente faz uma trituração dele. Triturou adubo, a gente já ensaca para doação”, diz Flávio, “nós criamos um saco de 20kg que é doado para hortas comunitárias, para o entorno aqui do bairro do Itaim Bibi e também para projetos de reflorestamento. A horta do prédio também é plantada com o nosso adubo”.

 

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Horta subterrânea

 

“O resíduo orgânico que as pessoas chamavam de lixo, produzido em todo o prédio, a gente transformou em um produto chamado composto orgânico e agora nós estamos provando com a horta que esse composto orgânico consegue fazer as plantas ficarem bonitas” diz o engenheiro agrônomo, Rui Signori, “e segundo, é a primeira horta que não tem luz do sol no Brasil”.

 

Como fazer em casa

 

Signori explica que ter uma horta em casa, inclusive uma horta sem incidência de luz do sol, é simples. Só são necessários alguns materiais como caixas de supermercado, manta bidim, perflex ou até um cobertor velho.

 

“A gente pega o composto, enche a caixa e faz a planta. Isso aqui deve ter um custo hoje para a pessoa fazer em torno de 30 a 40 reais, é muito fácil”, diz.

 

Até as lâmpadas especiais que auxiliam na fotossíntese da planta já estão bem mais acessíveis hoje em dia. Então, é possível sim, mesmo no meio de grandes cidades, cultivar e consumir um alimento orgânico, sem agrotóxicos e saudável.

 

Toda semana, geralmente todas as quartas-feiras, é feita a colheita. Kits de temperos são preparados e ficam à disposição para os usuários do prédio que quiserem consumir.   

 

Responsabilidade social

 

 

“Eu acho que hoje o nosso projeto de gestão de resíduos, ele reflete muito na responsabilidade social. Entra muito nessa questão humanizada. Hoje o Pátio Malzoni tem uma pegada de gentileza urbana, ele é um exemplo para todos os empreendimentos de São Paulo seguirem. Todos os que trabalham hoje no Pátio Malzoni, sendo para manter ele 24 horas funcionando ou que venham trabalhar dentro de empresas que estão instaladas aqui dentro, eles têm esse modelo para seguir e eles apreciam tudo que a gente fez aqui”, diz Engel.

 

Esse é o Foco Ambiental. Esperamos que o projeto do Edifício Pátio Victor Malzoni ajude a inspirar boas práticas, inclusive aí na sua casa.

 

Sugestões de pauta ou denúncias ambientais podem ser enviadas para o nosso e-mail: [email protected]

 

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Texto: Maira Di Giaimo 

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