Florence é o primeiro grande furacão no Atlântico em 2018

05/09/2018 às 22:31
por Josélia Pegorim

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Tormenta atingiu a categoria 4 em 5 de setembro, com ventos acima de 200 km/h

Depois de um agosto sem furacões, o que não ocorria desde 1997, setembro começou bastante ativo na bacia do Atlântico. O furacão Florence se fortaleceu no dia 5 de setembro e alcançou a categoria 4, sendo o primeiro grande furacão no Atlântico Norte na temporada de 2018.



No dia 5 de setembro de 2018 podiam ser observados ao mesmo tempo o furacão Florence, com categoria 4, na escala Saffir-Simpson que tem máximo de 5, a depressão tropical Gordon, que entrou em território norte-americano e foi um furacão de categoria 1, e na costa noroeste da África havia uma forte instabilidade com 70% de chance de se tornar um ciclone em 48 horas.



 

 

Furacão Florence pode atingir Bermudas

O furacão Florence é um forte furacão de categoria 4. Às 21 UTC (18 horas em Brasília), pelo informe oficial do NHC, Florence se movia para noroeste, a 20 km/h, com ventos sustentados de 215 km/h e rajadas mais intensas. A pressão mínima no centro do sistema foi estimada em 953 hPa. O centro de Florence estava a 2080 km a leste/sudeste das ilhas Bermudas, que é território britânico.

 

 

 

A previsão do NHC é que esta tempestade continue se movendo na mesma direção atual nos próximos dias, mas com uma ligeira diminuição da velocidade.

Florence deve ter enfraquecer um pouco nos próximos dias, mesmo assim, na próxima semana, ainda deverá ser um potente furacão.

 

Os fortes ventos de Florence deixam o mar muito agitado e as ilhas Bermudas devem começar a sentir a agitação marítima durante a sexta-feira, 7 de setembro.


Entenda como se forma um furacão

Sem furacões em agosto de 2018

A atividade de ciclones no Atlântico Norte em agosto de 2018 foi muito fraca. Segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC, na sigla em inglês), foi o primeiro agosto sem nenhum furacão no Atlântico ao sul da latitude 30°N.

Em agosto de 2018 foram observadas apenas 2 fracas tempestades tropicais (TS), Debby (7-9 de agosto, com 80,5 km/h de vento máximo) e Ernesto (15-18 de agosto, com 72,4 km/h de vento máximo), e 1 depressão tropical, a de número 6 da temporada de 2018, mas com vento máximo que não passou de 56 km/h. A média histórica para agosto, baseada nas ocorrências de 1981 a 2010, é de 3 tempestades nomeadas, com 1 ou 2 se tornando um furacão e 1 grande furacão.

 

A energia ciclônica acumulada (ACE), que mede a força e duração das tempestades tropicais e dos furacões, tem ficado abaixo da média na bacia do Atlântico na temporada 2018.

 

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