Levantamento de solos traz detalhes inéditos sobre o Ceará

19/07/2019 às 18:33
por Redação

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Estudo desenvolvido pela Gerência de Estudos Básicos em Meio Ambiente permitirá, o melhor planejamento da atividade agrária

A Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), em convênio com Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA), concluiu uma nova etapa do levantamento de solos do Ceará, com detalhes inéditos sobre a pedologia do estado.

 

O estudo recente, sob a responsabilidade da Gerência de Estudos e Pesquisas em Meio Ambiente (Gepem), durou cerca de dois anos e apresenta informações de 92.600 quilômetros quadrados do território cearense em uma escala de 1:100.000 (lê-se 1 para 100 mil), em que 1 centímetro no mapa representa 1 quilômetro no terreno.

 

Neste nível citado, o levantamento disponibiliza dados com maior precisão e mais apropriados ao planejamento agropecuário tanto em nível estadual, como municipal, com detalhes que orienta também o planejamento em nível de microbacias, de grandes propriedades rurais e de áreas ocupadas com a agricultura familiar.

 

“Esse estudo é a base para gerar várias outras informações de grande utilidade para o setor primário do estado, desde a avaliação da aptidão agrícola das terras até o zoneamento agroecológico que integra dados de solo, do clima e da cultura, subsidiando o processo de tomada de decisão sobre o que, onde e como (manejo) plantar ante a um cenário climático mais provável identificado pela previsão climática. O conhecimento das propriedades dos solos, permite delimitar ambientes com terras consideradas aptas à irrigação e orientar adequadamente o manejo e conservação, resultando numa utilização mais racional e possibilitando a introdução de tecnologias mais apropriadas e eficientes” explica a gerente do Gepem, Margareth Benício.

 

Maior nível de detalhes

 

Até pouco tempo, o território cearense era mapeado apenas na escala 1:600.000. Nesta escala, em que 1 cm no mapa representa 6 km no terreno, o estudo possuía caráter mais generalizado, mostrando uma visão global dos diversos solos existentes no estado, era um levantamento exploratório-reconhecimento, concluído em 1973.

 

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O estudo servia, basicamente, para planejamentos e estudos regionais, usado para mostrar a necessidade de se ter informações com maior nível de detalhe e para a seleção de áreas para pesquisas e experimentação agrícolas em solos mais representativos e importantes do estado.

“Os solos não são homogêneos na natureza, apresentam propriedades distintas, com potencialidades e limitações específicas, que exigem um conhecimento mais detalhado para não serem mal utilizados e degradados e perder a função de produzir e dar sustentabilidade econômica e social à população. No caso do Ceará os solos são bastante diversificados, que mesmo em curtas distâncias, mostram uma grande variedade de classes, daí a necessidade de ser ter estudos mais específicos”, reforça Margareth.

O estudo atual, que já cobre 88% do território cearense, trata-se de um Levantamento de Reconhecimento de Média Intensidade, que traz as características morfológicas, físicas e químicas dos solos, sua classificação taxonômica e distribuição geográfica numa escala bem mais detalhada facilitando o planejamento e a tomada de decisão sobre o uso adequado da terra. 

“Quanto maior o conhecimento do potencial e das restrições de um solo mais fácil é conciliar as demandas de desenvolvimento econômico com as exigências da preservação ambiental. Se isso não for considerado fica comprometido a conservação do solo e sua capacidade de produzir deixando-o suscetível aos processos de desertificação”, diz a gestora.

A nova base de solos fornecerá informações que deverão impulsionar o desenvolvimento do setor agrícola produtivo, incluindo a agricultura familiar, com maior possibilidade de sucesso econômico. Além de subsidiar a implementação de políticas de conservação e recuperação dos sistemas naturais, possibilitando uma relação mais harmônica do homem com a natureza e garantindo a segurança alimentar da população em bases sustentáveis.

 

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Estudos duraram cerca de dois anos (FOTO: Divulgação/Funceme)

Fonte: Funceme

 

 

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