Brasília completa 3 meses sem chuva

05/09/2019 às 16:19
por Angela Ruiz

Atualizado 05/09/2019 às 16:30

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Índices de umidade abaixo de 12% estão sendo observado nas últimas 48 horas

Brasília completou três meses inteiros sem chuva significativa (a última vez que houve registro de chuva acima de 1 mm foi no dia 04 de junho). A última chuva significativa aconteceu no dia 03 de maio quando forma acumulados 46,9 milímetros. Os dados são do Inmet – Instituto Nacional de Meteorologia.

 

O forte calor vêm sendo destaque na capital federal. Nesta última quarta-feira (04) o aquecimento foi bastante intenso no Distrito Federal. No aeroporto, a temperatura registrada foi de 33,9°C, na estação de Paranoá (COOPA-DF), 32,6°C e na capital temperatura máxima de 32,1°C de acordo com a medição oficial do Instituto Nacional de Meteorologia – Inmet. Com isso, a cidade já registra a tarde mais quente de setembro.

 

Foto: Halysson Almeida. Brasília/DF

 

Quando volta a chover em Brasília?

 

Vale lembrar, que os meses de junho, julho, agosto são os meses mais secos do ano em Brasília. Setembro é considerado um mês de retorno das primeiras pancadas de chuva, depois deste longo período de estiagem. Quando será que a chuva volta, então?

 

O que se chama de período úmido é a época de chuva regular, após os meses de seca do outono/inverno. Na maioria das áreas do Brasil, o início deste período úmido começa com a chuva da primavera e se estende pelo verão, que é o período mais chuvoso do ano em quase todo país.

 

Mas a atmosfera não funciona como um relógio de precisão e assim, o início do período úmido não ocorre na mesma época e nem com a mesma intensidade de um ano para outro. A situação dos oceanos, tanto do Pacífico como do Atlântico, vai determinar a regularidade e a qualidade da chuva do período úmido.

 

De acordo com os meteorologistas da Climatempo, pelo menos até o dia 20 de setembro a tendência climatológica é do predomínio da massa de ar seco que inie a formação de nuvens de chuva no Distrito Federal. Com o forte calor e a ausência de nebulosidade a umidade do ar tende a ficar baixa e chegar a níveis críticos. A população deve estar atenta as informações e cuidados necessários como evitar exercícios físicos nas horas mais quentes do dia e procurar redobrar a ingestão de líquidos.   

 

Índice de deserto - Umidade do ar

 

Índices críticos de umidade relativa do ar, abaixo de 12%, têm sido observados em várias áreas do Centro-Oeste do Brasil. Para se ter uma ideia, na última quarta-feira (04), em Gama (DF), a umidade relativa do ar chegou a 10%. Nesta quinta-feira, a cidade de Águas Emendadas, às 15hs, horário local, registrou 11% de umidade, segundo o Inmet. Em Brazlândia, a umidade chegou a 12% e Brasília 15%.

 

Mas por que a umidade baixa na cidade é pior do que no deserto? 

 

O mais importante em se comparar um ambiente urbano com o deserto não é a concentração e sim o tipo de material que está presente na atmosfera. 

 

As partículas e os gases emitidos pela queima de combustíveis conhecidamente fazem mal à saúde, por interagir com o trato respiratório. A fuligem por exemplo, quando inalada pode chegar até o pulmão e pode gerar problemas respiratórios e cardíacos.

 

No deserto longe de metrópoles, por não existir fontes emissoras de gases/partículas nocivas à saúde como na cidade, temos predominantemente a presença de areia. Esse mineral dificilmente tem tamanho suficiente para entrar em nossas vias respiratórias. Além disso, não conhecemos nenhum trabalho que trate dos efeitos na saúde provocados por inalação de areia.

 

Leia também: Chuva volumosa no Rio de Janeiro

 

 

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