As últimas notícias sobre a pandemia de coronavírus

17/04/2020 às 22:23
por Redação

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Número de mortes no Brasil passa de 2 mil. Total de mortes em Wuhan aumenta em 50% após recontagem.

Resumo desta sexta-feira (17/04):

  • Mundo tem 2,2 milhões de casos confirmados e 150 mil mortes
  • Brasil tem 33.682 casos e 2.141 mortes, segundo Ministério da Saúde
  • Em posse de Teich, Bolsonaro insiste em "reabertura da economia"
  • São Paulo prolonga quarentena até 10 de maio.
  • Epidemia é controlável na Alemanha, diz ministro da Saúde
  • Total de mortes em Wuhan aumenta em 50%
  • Medicamento mostra resultado contra o coronavírus nos EUA
  • Mortes em queda na Espanha, mas dados oficiais são contestados

 

20:00 – STF dispensa aval de sindicatos para suspensão de contratos

Por sete votos a três, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta sexta-feira que, em meio à pandemia de coronavírus, a validade dos acordos individuais entre empresas e empregados sobre redução de jornada e salários não depende do aval dos sindicatos.

Os acordos estão previstos na medida provisória (MP) 936/2020, editada para preservar o vínculo empregatício e permitir acesso a benefícios durante os efeitos da pandemia na economia.

Com a decisão, o STF derrubou a liminar do ministro Ricardo Lewandowski, proferida em 6 de abril, garantindo que os sindicatos não fossem excluídos das negociações individuais e definindo que eles precisavam ser comunicados em até dez dias para analisarem os acordos.

O ministro atendera a um pedido da Rede Sustentabilidade para considerar ilegal parte da interpretação jurídica da MP e assegurar a participação das entidades.

No julgamento, prevaleceu o voto divergente do ministro Alexandre de Moraes, a favor da constitucionalidade da MP. Para o ministro, se o acordo dependesse do aval dos sindicatos, os contratos poderiam ser cancelados e provocar demissões em massa.

Além de Moraes, votaram para dispensar o aval dos sindicatos os ministros Luís Roberto Barroso, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes, Marco Aurélio e o presidente do Supremo, Dias Toffoli.

 

19:30 – Reino Unido tem 847 mortes em 24 horas

O Reino Unido anunciou mais 847 mortes por coronavírus nesta sexta-feira, elevando o número de vítimas para 14.576. O novo aumento diário é um pouco menor do que o registrado no dia anterior, mas ainda está entre os mais altos do mundo.

A cifra total de mortos coloca o Reino Unido entre os cinco mais afetados do mundo, atrás dos Estados Unidos, Itália, Espanha e França. O país soma ainda 109 mil casos confirmados.

 

19:00 – FMI apela por bilhões de dólares em ajuda internacional para a África

A África vai precisar de ao menos 114 bilhões de dólares para mitigar os impactos médicos e econômicos da pandemia de covid-19, segundo estimou a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, nesta sexta-feira.

Ela alertou que o continente não tem recursos suficientes para enfrentar a crise do coronavírus e precisa urgentemente de apoio internacional. Segundo Georgieva, a pandemia também ameaça "prejudicar as perspectivas para os próximos anos".

O FMI já recebeu pedidos de ajuda de 40 países africanos, disse a chefe do órgão, acrescentando que o fundo deverá disponibilizar mais de 18 bilhões de dólares em 2020.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiu que a África pode se tornar o próximo epicentro da doença no mundo. Especialistas estimam que o vírus pode matar até 300 mil pessoas no continente e levar quase 30 milhões de pessoas à pobreza. Até agora, os países africanos somam mais de 19 mil casos confirmados e cerca de mil mortes.

 

18:00 – Mortes no mundo crescem 50% em uma semana

O número de mortes provocadas pela doença covid-19 passou de 150 mil em todo o mundo nesta sexta-feira, um aumento de 50% em apenas uma semana – em 10 de abril, a cifra global era de 100 mil vítimas. As informações são da Universidade Johns Hopkins.

A pandemia, que teve início na China no final de dezembro, já deixou mais de 2,2 milhões de pessoas infectadas, segundo números oficiais. Mais de 565 mil pacientes se recuperaram.

Os Estados Unidos são o país mais atingido, com quase 687 mil casos confirmados e mais de 32 mil mortes. A Espanha vem bem atrás, com 188 mil infecções e 19 mil mortes. A Itália soma menos casos, 172 mil, mas tem mais vítimas que a Espanha, com mais de 22 mil óbitos.

 

17:15 – Pandemia devasta lares para idosos em Nova York

Uma pesquisa do governo de Nova York divulgada nesta sexta-feira revelou que a pandemia de coronavírus tem devastado asilos e casas de repouso para idosos. Ao menos 19 desses estabelecimentos no estado relataram mais de 20 mortes relacionadas à doença covid-19.

Um lar para idosos no Brooklyn, o Cobble Hill Health Center, reportou 55 mortes. Outros quatro centros, no Bronx, Queens e Staten Island, tiveram ao menos 40 mortes.

"Têm sido tempos surreais, e estamos sofrendo, como todo mundo está", disse Roy Goldberg, diretor médico do Kings Harbor Multicare Center, uma casa de repouso no Bronx que registrou 45 vítimas. "Toda morte é de partir o coração."

A pesquisa foi feita com base em dados solicitados pelo estado de Nova York aos asilos e casas de repouso, que tiveram até as 14h de quinta-feira para responder. Como o repasse de informações não era obrigatório, pode ser que a lista esteja longe de refletir a realidade. "Nós sabemos apenas o que eles nos dizem", afirmou o governador Andrew Cuomo.

Segundo dados do governo, até a última terça-feira ao menos 2.477 pessoas morreram com o vírus em lares para idosos em Nova York. O número equivale a um quinto de todas as mortes no estado em decorrência da covid-19.

Nova York é o estado americano mais atingido pela doença, somando 218 mil casos confirmados e quase 11 mil mortes. Em todos os Estados Unidos, já são mais de 684 mil infectados e 34 mil mortes.

 

16:40 – Diretor da OMS agradece a Mandetta por seu "serviço ao povo"

O diretor de programas de emergência da Organização Mundial da Saúde (OMS), Michael Ryan, comentou nesta sexta-feira a demissão de Luiz Henrique Mandetta do Ministério da Saúde, ao ser questionado sobre o assunto durante uma coletiva de imprensa em Genebra.

"Sim, nós estamos cientes de que o presidente do Brasil trocou o seu ministro da Saúde. Eu gostaria de agradecer ao ministro pelo serviço dele ao povo", disse Ryan, que estava ao lado do diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

"É essencial que não só o Brasil, mas todos os governos, tomem decisões baseadas em evidências e tenham uma resposta do governo inteiro e da sociedade inteira ao responder à pandemia de covid-19. Todos temos o dever de proteger nossas populações mais vulneráveis", acrescentou Ryan.

A pergunta sobre a saída de Mandetta, sacramentada pelo presidente Jair Bolsonaro na véspera, foi feita por uma repórter da TV Globo.

Questionado sobre a situação da pandemia no Brasil, o diretor afirmou que a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), escritório regional da OMS nas Américas, tem apoiado o país desde janeiro. "E tem ajudado o Brasil a comprar milhões de testes PCR para expandir a capacidade diagnóstica. A primeira leva deve chegar na semana que vem", disse Ryan.

 

15:50 – Mais um estado alemão impõe uso obrigatório de máscaras

Seguindo o exemplo da Saxônia, o estado alemão de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental introduziu o uso obrigatório de máscaras sanitárias nos meios de transporte público, como proteção contra o coronavírus. Como comunicou a governadora Manuela Schwesig, usuários de bondes, ônibus e táxis deverão manter cobertos o nariz e a boca. Na falta de uma máscara de tecido, poderá ser usado um lenço.

Nas compras em lojas, mantém-se a recomendação urgente, mas não vinculativa, de portar uma "máscara do dia a dia". A medida se faz necessária com o reabrimento das lojas, a partir da próxima segunda-feira (20/04) e, posteriormente, das escolas, o que implicará um aumento significativo do uso dos transportes públicos, explicou Schwesig.

Nesta sexta, a Saxônia tornou-se o primeiro estado da Alemanha a impor a obrigatoriedade das máscaras de proteção, tanto no comércio como no transporte público. A regra também começara a valer na segunda-feira.

O governo federal, em contrapartida, segue evitando impor o uso compulsório, limitando-se a uma recomendação – a qual cada vez mais cidadãos têm acatado, segundo o ministro da Saúde Jens Spahn.

 

15:30 – Brasil tem novo recorde diário de mortes, e total passa de 2 mil

Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde nesta sexta-feira, 217 novas mortes em decorrência da covid-19 foram registradas no país nas últimas 24 horas, e o total chegou a 2.141. Foi o maior registro diário de mortes desde o início da pandemia. Na véspera, o número de vítimas havia aumentado em 188, para 1.924. Na terça e na quarta-feira, a doença havia deixado 204 vítimas em cada um dos dias.

O número de casos no país passou de 30.425 para 33.682, o que representa um aumento de 10,7%. Na quinta, o salto foi de 7,4%, e na quarta, de 12%.

O estado mais atingido é São Paulo, com 12.841 casos confirmados e 928 mortes. Em seguida vêm Rio De Janeiro (4.349 casos e 341 mortes), Ceará (2.684 casos e 149 mortes), Pernambuco (2.006 casos e 186 mortes) e Amazonas (1.809 casos e 145 mortes).

 

15:00 – Senado aprova PEC do orçamento de guerra em segundo turno

O Senado aprovou em segundo turno – com 63 votos favoráveis, 15 contrários e uma abstenção – a proposta de emenda à Constituição (PEC) que cria o chamado "orçamento de guerra", para ajudar nas ações de combate à pandemia de coronavírus.

A PEC já havia sido aprovada na Câmara dos Deputados, mas agora retornará à Casa para nova análise, já que o texto foi modificado em alguns pontos pelo relator do caso no Senado, Antonio Anastasia (PSD-MG).

Além de dar mais liberdade ao governo federal para obter recursos durante a crise ao criar um regime extraordinário de orçamento, a proposta dá permissão ao Banco Central para comprar e vender títulos do Tesouro e também para comprar títulos privados.

 

 

14:10 – Brasil tem primeira morte de presidiário por coronavírus

O Rio de Janeiro confirmou nesta sexta-feira a morte de um detento de 73 anos em decorrência do novo coronavírus, a primeira entre presidiários no Brasil. O idoso morreu na quarta-feira, e o resultado positivo do exame para Sars-Cov-2 saiu um dia depois.

Ele estava preso em regime fechado no Instituto Penal Cândido Mendes, no centro da capital fluminense, voltado para presos com mais de 60 anos. A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informou que todos que tiveram contato com o detento estão isolados.

Segundo dados do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) citados pela imprensa brasileira, o país soma 51 casos confirmados e 162 suspeitos de coronavírus nos sistemas penitenciários.

 

13:30 – São Paulo prolonga quarentena até 10 de maio

O governo de São Paulo decidiu estender a quarentena em todo o estado até pelo menos 10 de maio. Sob a medida, comércios permanecem fechados, incluindo bares e casas noturnas, e restaurantes só podem abrir para fazer entregas. O isolamento havia sido decretado em 24 de março, foi prorrogado em 8 de abril e deveria terminar no próximo dia 22, mas agora foi novamente estendido.

"Para reabrir o comércio e os serviços precisamos controlar melhor a contaminação e ter o sistema público de saúde em condições de atendimento para salvar vidas", disse o governador João Doria. São Paulo é o estado brasileiro mais atingido pela pandemia de coronavírus, com 11.568 casos confirmados e 853 mortes. Os números correspondem a mais de um terço do total do país.

Segundo Doria, estima-se que o índice de isolamento social no estado seja de 49%, enquanto autoridades trabalham com um ideal de 70%. "Nada vai adiantar se a população não seguir as medidas recomendadas. Agora tem que ser todo mundo em casa", pediu, por sua vez, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas.

 

 

Ambulância se espreme por vielas de Paraisópolis para atender suspeita de coronavírus

 

 

13:07 – Em posse de Teich, Bolsonaro insiste em "reabertura da economia"

Na posse do novo ministro da Saúde, Nelson Teich, nesta sexta-feira (17/04), o presidente da República, Jair Bolsonaro, voltou a defender a "reabertura da economia", em referência a um relaxamento das medidas de isolamento social adotadas até o momento no país.

Bolsonaro enfatizou em seu discurso que o ex-ministro da Saúde Henrique Mandetta tinha uma visão focada apenas em seu ministério. "A visão do Mandetta, que é muito boa, é da defesa da vida. A minha, entra o Paulo Guedes, a economia, o emprego. Ainda tenho uma visão de que devemos abrir o emprego. O efeito colateral do combate ao vírus não pode ser mais danoso que o próprio remédio", afirmou.

No entanto, o presidente lembrou que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que as medidas a serem respeitadas são aquelas estipuladas por governadores e prefeitos.

Teich não fez referência direta ao fim do isolamento em seu discurso de posse e disse apenas que seria preciso acompanhar indicadores. "Se tiver mais desemprego de gente que perder plano de saúde, isso vai impactar o SUS", exemplificou.

 

12:32 – Bélgica tem mais de 5 mil mortos pelo novo coronavírus

Mais de 5 mil pessoas morreram em consequência do novo coronavírus na Bélgica, anunciaram as autoridades de saúde do país. Nas últimas 24 horas morreram 313 pessoas, elevando o total para 5.163. Mais de 1.100 doentes estão internados em UTIs.

A Bélgica, que tem uma população de 11,5 milhões de pessoas, pouco mais que o número de habitantes do Rio Grande do Sul, tem mais de 36 mil casos confirmados do coronavírus Sars-Cov-2.

 

11:33 – Porta-aviões francês tem quase a metade dos tripulantes com covid-19

A ministra francesa das Forças Armadas, Florence Parly, afirmou nesta sexta-feira que quase a metade dos 2.300 tripulantes do porta-aviões Charles De Gaulle foi diagnosticada com covid-19.

A ministra disse ao Parlamento que, dos 2.010 tripulantes testados, 1.081 tiveram resultado positivo, dos quais 545 apresentam sintomas da doença e 24 foram hospitalizados.

A tripulação do Charles de Gualle, que inclui aviões, helicópteros e a fragata Chevalier Paul, está sob quarentena. O porta-aviões estava próximo de concluir uma missão de três meses que incluiu o Leste do Mediterrâneo, o Atlântico e o Mar do Norte.

As atenções estão voltadas para a cidade de Brest, no leste do país, onde o Charles de Gualle esteve ancorado entre os dias 13 e 16 de março, quando o coronavírus já se tornava uma preocupação nacional. O país adotou as medidas de isolamento no dia 17 do mesmo mês.

As Forças Armadas iniciaram uma investigação sobre como a o coronavírus foi transmitido para os tripulantes.

 

10:27 – Saxônia impõe obrigatoriedade do uso de proteção facial

O estado da Saxônia se tornou o primeiro na Alemanha a exigir o uso de máscaras faciais para pessoas que estiverem no transporte público ou no comércio, como medida para tentar conter a disseminação de covid-19.

"É obrigatório uso de uma cobertura para a boca e do nariz durante a utilização do transporte público ou no interior de estabelecimentos comerciais", afirma uma nota divulgada pelo governo. O governador Michael Kretschmer afirmou que lenços e xales também são permitidos. O anúncio foi feito após uma reunião do governo do estado do leste alemão, onde ficam as cidades de Dresden e Leipzig.

As autoridades disseram ainda que o uso das máscaras ou similares em locais públicos é altamente recomendado, especialmente quando em contato com pessoas em risco de serem portadores da doença.

 

10:03 – Em casa, Greta Thunberg continua movimento Fridays for Future

A ativista Greta Thunberg, a criadora do movimento Fridays for Future, continua suas greves semanais pelo Clima mesmo estando em casa. Em seu perfil no Twitter, ela divulgou uma imagem com seu habitual cartaz anunciando seu protesto com a legenda "greve escolar semana 87".

 

09:31 – Mortes em queda na Espanha, mas dados oficiais são contestados

O número oficial de mortos por covid-19 na Espanha aumentou para 19.478, com 585 mortes registradas nas últimas 24 horas. No início de abril, chegou a ser de 950 num único dia. As autoridades afirmam que o ápice da epidemia já passou.

Entretanto, o método utilizado pelo governo espanhol para a coleta de dados vem sendo contestado por autoridades das províncias do país.

O governo disse que revisou o mecanismo de contagem, o que fez com que os dados se tornassem mais difíceis de serem comparados com os números anteriores. As autoridades decidiram revisar as diretrizes para os relatos de pessoas mortas no intuito de homogeneizar os dados das 17 províncias autônomas, deixando de lado os óbitos de pacientes que não haviam sido testados.

Mas essa metodologia se provou controversa, com Madri e a Catalunha – as duas regiões mais afetadas pela epidemia – insistindo que possuem milhares de vítimas a mais do que vem sendo relatado nas estatísticas oficiais.

"Deve-se reconhecer que o número de mortos é muito maior", disse Ignacio Aguado, vice-presidente do governo regional de Madri. "Estamos falando apenas dos que morreram nos hospitais após serem diagnosticados com a doença, mas há pessoas morrendo em casas de repouso e em suas residências sem que tivessem sido testadas, então jamais saberemos o número real dessa tragédia."

A revisão dos dados também diminuiu os dados estatísticos sobre as pessoas que se recuperaram da doença, que, segundo o governo, seriam 72.963. O total de casos, porém, demonstra uma correlação com os dados anteriores, registrando 5.252 novas infecções, o que eleva o total para 188.068.

 

07:52 – Medicamento mostra resultado contra o coronavírus nos EUA

Um grupo de pacientes infectado com o novo coronavírus e tratado com o medicamento Remdesivir mostrou uma rápida queda na febre e uma melhora nos sintomas de pneumonia, informou o site de medicina americano Stat nesta quinta-feira (16/04).

A notícia fez disparar as ações da empresa fabricante, a Gilead Sciences, e impulsionou as bolsas de valores em todo o mundo, incluindo a de Frankfurt.

Segundo o site, a maioria dos pacientes que tomaram parte no estudo, num hospital em Chicago, teve alta em poucas semanas. Apenas dois morreram. O estudo foi feito com 125 pacientes, dos quais 113 gravemente doentes.

A Gilead afirmou que os dados ainda precisam ser analisados para se chegar a conclusões. O hospital em Chicago ressalvou que não se pode tirar conclusões sobre resultados parciais de estudo em andamento. As informações, tiradas de um chat de cientistas, teriam sido divulgadas sem permissão, acrescentou.

Primeiros resultados oficiais sobre o estudo deverão ser conhecidos no fim do mês.

 

07:19 – Festival de Jazz de Montreux cancela edição de 2020

O lendário Festival de Jazz de Montreux, na Suíça, anunciou o cancelamento da edição deste ano em razão da pandemia de covid-19. As apresentações estavam marcadas para ocorrer entre os dias 3 e 18 de julho.

"Estávamos preparados para isso há muitos dias, mas isso não diminui em nada a tristeza que sentimos hoje", disseram os organizadores no perfil do festival no Twitter. Esta é a primeira vez desde a primeira edição do festival, em 1967, que os organizadores cancelam o evento.

A programação, que incluía nomes como Lenny Kravitz, Brittany Howard, Black Pumas e Lionel Richie, será parcialmente transferida para a próxima edição, entre os dias 2 e 17 de julho de 2021.

O governo suíço anunciou nesta quinta-feira o relaxamento gradual de algumas das medidas de prevenção, mas manteve a maior parte das recomendações de distanciamento social e de higiene. "Dessa forma, é impossível para nós considerarmos realizar um evento das proporções do Festival de Jazz de Montreux em julho", disseram os organizadores em nota.

O evento, que ocorre em uma paisagem idílica na bela cidade às margens do lago Genebra, se tornou um dos principais eventos musicais do mundo, atraindo grandes nomes em sua programação. O nome do festival ainda se refere ao jazz como o principal estilo musical, apesar de ter incluído cada vez mais artistas de outros gêneros musicais, como o rock e o pop. A edição de 2019 teve a presença de Elton John e Janet Jackson.

Entre os brasileiros que já se apresentaram no evento estão artistas renomados como Gilberto Gil, Milton Nascimento, Elis Regina, Hermeto Pascoal, Alceu Valença e Paralamas do Sucesso, entre inúmeros outros.

 

06:15 – Epidemia na Alemanha se tornou "controlável", diz ministro

O ministro da Saúde da Alemanha, Jens Spahn, afirmou que a epidemia de coronavírus no país se tornou "controlável", com os indicadores revelando uma desaceleração significativa no ritmo das infecções.

Spahn afirmou que o aumento dos casos de covid-19 no país não é mais exponencial, mas sim, linear. Dados recentes do Instituto Robert Koch (RKI) de prevenção e controle de doenças demonstram que a taxa de reprodução caiu para 0,7, indicando que uma pessoa infectada passa o vírus adiante para menos de uma pessoa, na média.

Uma taxa de reprodução abaixo de 1 sinaliza que cada vez menos pessoas são infectadas, o que resulta em queda nas novas infecções diárias.

Spanh observou que, desde o dia 12 de abril, o número de pessoas recuperadas da doença supera o de doentes na Alemanha.

Especialistas avaliam que os testes em larga escala realizados logo no início da epidemia ajudaram a conter a disseminação. O ministro afirmou que o país já realizou 1,7 milhão de testes e tem capacidade para fazer outros 700 mil, se necessário.

A chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, anunciou recentemente que as medidas de precaução e isolamento em todo o país devem permanecer até o dia 3 de maio. O governo, porém, afrouxou algumas medidas, como ao permitir a reabertura de pequenos estabelecimentos comerciais.

O número de infecções na Alemanha aumentou em 3.380, elevando o total no país para 133.830, segundo dados do RKI. Foram 299 mortes por covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 3.868. Em torno de 81,8 mil pacientes – 4,7 mil em apenas um dia – se recuperaram da doença.

 

05:30 – Total de mortes em Wuhan aumenta em ao menos 50%

A contagem das mortes por coronavírus em Wuhan, o epicentro original da pandemia de covid-19, é no mínimo 50% maior do que os números anteriormente divulgados. Segundo informou a imprensa estatal nesta sexta-feira (17/04), o erro na contagem anterior ocorreu em razão da sobrecarga no sistema de saúde da cidade.

O número de mortos aumentou em 1.290, chegando a 3.869, o que confirma as suspeitas de que mais pessoas morreram na cidade do que havia sido inicialmente reportado. O total de casos também aumentou em 352, chegando a 50.333, o que representa em torno de dois terços das 82.367 pessoas infectadas em toda a China.

A atualização dos dados de Wuhan fez com que o total de mortos no território chinês aumentasse de 3.342, como havia sido anunciado pela Comissão Nacional de Saúde do país, para 4.632.

Os novos números foram obtidos através da compilação dos dados do sistema de controle e prevenção de epidemias em Wuhan, do serviço funerário, das autoridades hospitalares municipais e através da realização de testes de ácido nucleico para eliminar a dupla contagem e completar casos que estavam faltando.

As mortes ocorridas fora dos hospitais não haviam sido anteriormente registradas. Algumas instituições médicas confirmaram os casos com atrasos significativos ou simplesmente deixaram de fazê-lo.

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