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Balanço da chuva de maio de 2021 no Brasil

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Foto: São Paulo (SP), por Irlan Romain

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Foto: São Paulo (SP), por Irlan Romain

Poucas áreas registraram chuva acima da média no mês de maio, como parte do Mato Grosso, o norte do Mato Grosso do Sul, oeste de Goiás, norte do Amazonas, o estado de Roraima, o centro norte do Pará, norte e leste do Amapá, na faixa norte do Nordeste, que vai desde o norte do Maranhão até o oeste do Rio Grande do Norte, e no litoral da Paraíba e em Pernambuco.

 

A chuva ficou acima da média na Região Norte do país, precisamente no norte do Amazonas e em Roraima teve a influência do fenômeno La Niña, que apesar de encerrado, ainda teve  efeito na atmosfera neste mês. É importante lembrar também que entre o norte do Amazonas até o norte do Pará a Climatologia de chuva em maio é de mais de 200mm. Uma consequência direta desse aumento de chuva foi a cheia histórica do Rio Negro.

 

Outra área com chuva acima da média foi o leste do Nordeste, principalmente entre Paraíba e Pernambuco, que registrou mais de 400 mm de chuva. Dentre as capitais, as que mais choveram foram Belém, no Pará, e João Pessoa, capital da Paraíba, com seus mais de 430 mm.

 

No Sul do país, tivemos poucos dias com chuva, fato que agravou a longa estiagem a Região Sul já enfrenta. Os eventos de chuva mais significativos ocorreram na segunda quinzena do mês de maio. Em áreas como o centro e nordeste do Rio Grande do Sul e no leste de Santa Catarina, a chuva foi acima da média, com volumes entre 150 e 300 mm. Por outro lado, as demais áreas da Região terminaram o mês com chuva abaixo da média, baixos volumes e poucos dias com registro de precipitação.

 

Na Região Centro-Oeste do país, praticamente não choveu em maio, mas isto é comum em meses de outono e inverno. Além disso, as águas no Atlântico Sul, próximo da costa da Região Sudeste, estavam mais quentes do que o normal, o que contribuiu também para que chovesse abaixo da média na maior parte do Sudeste. A falta de chuva em maio foi especialmente sentida no estado de São Paulo que, desde o início do ano,  vem tendo chuva abaixo da média.  No noroeste do estado, a seca foi classificada com excepcional , sendo a maior seca dos últimos 40 anos.

 

Em grande parte do Nordeste, maio também foi bem mais seco que o normal. O estado de Sergipe merece destaque pois, entre janeiro e maio, choveu pouco no estado, o que ajudou nas ocorrências de queimadas. Foram 108 focos só nestes poucos meses. O estado já tem o maior número de queimadas dos últimos 3 anos, ou seja, desde 2018 quando registrou 140 focos de queimadas.


Veja também: Faltam 20 dias para o Inverno. Ar seco atua na maior parte do BR

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