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Áreas de seca no Brasil diminuíram após chuva de outubro 

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Foto: Caatinga, Brasil (iStock)

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 Foto: Caatinga, Brasil (iStock)

 

Outubro de 2021 trouxe a chuva de volta para o Brasil e beneficiou áreas de todas as Regiões. A formação de um evento de uma Zona de Convergência do Atlântico Sul provocou chuva volumosa em muitas áreas do Sudeste, do Centro-Oeste, do Nordeste e do Norte do Brasil. No Sul, o grande volume de chuva que caiu sobre o Paraná e sobre Santa Catarina foi resultado da passagem de frentes frias e de sistemas de baixa pressão atmosférica.

 

Mas mesmo com dias de chuva forte em outubro, o grau de seca ainda é considerado extremo a excepcional, pelo Monitor de Secas, na região que abrange o norte e o noroeste de São Paulo, o Triângulo Mineiro e o sul de Goiás, a divisa do sul Goiás com o Mato Grosso do Sul e o Mato Grosso e as áreas de divisa entre o Mato Grosso e o Mato Grosso. 

 

No mapa do Monitor de Secas para outubro de 2021, a seca extrema está em vermelho e a seca excepcional em tom de vinho.

 

Análise do Monitor de Secas para outubro 2021

 

 

Comparação entre setembro e outubro de 2021

 

 

A chuva de outubro  diminuiu a gravidade da seca em várias regiões do país, mas em alguns locais, onde não choveu, o grau de seca aumentou. 

 

O infográfico mostra a comparação entre a situação de setembro e a de outubro de 2021. As áreas delimitadas pelas barras azuis foram as que tiveram mudanças mais relevantes de um mês para outro. 

 

Na região 1, na Região Sul, o grande volume de chuva que caiu em outubro abrandou a seca nos três estados, de acordo com a avaliação do Monitor de Seca. Houve redução das áreas com seca extrema (diminuição da mancha vermelha) no noroeste do Rio Grande do Sul e oeste catarinense. A área de seca grave (mancha marrom)  também diminuiu no Paraná e centro de Santa Catarina. A área de seca fraca (mancha amarela) que existia no leste catarinense passou o estado “sem seca relativa'', indicado pela cor branca.

 

Dentro da região 1 também é possível perceber diminuição do grau de seca (de grave para moderada) no sudeste de Mato Grosso do Sul (divisa com o Paraná) e no extremo sul de São Paulo.

 

Na Região Centro-Oeste, a análise do Monitor de Seca identificou um aumento da área com seca moderada no oeste de Mato Grosso e da seca grave no oeste do Mato Grosso do Sul, em decorrência de chuvas abaixo da normalidade.

 

 

Monitor de Secas: comparação entre setembro e outubro de 2021

 

 

Na região 2, a chuva volumosa que caiu sobre parte dos estados do Rio De Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais possibilitou a redução do grau de seca. Várias áreas no Rio de Janeiro saíram da situação de seca moderada para seca fraca (manchas amarelas) ou sem seca relativa (em branco), como se vê no Norte Fluminense. Diversas áreas do centro-leste de Minas Gerais e do Espírito Santo passaram do estado de seca moderado para o de seca fraca.

 

Na região 3, houve diminuição da área de seca grave. Algumas áreas no centro-sul e leste do Tocantins estavam com seca grave em setembro e passaram para seca moderada em outubro de 2021. No norte de Goiás, houve redução da área de seca moderada e aumento da área de seca fraca.

 

Na região 4, no leste da Bahia, o Monitor de Seca detectou uma redução da área de seca grave, graças à chuva da passagem de frentes frias pelo estado. 

 

Mas no interior do Rio Grande do Norte, com a falta de chuva, houve avanço da seca grave. Já no norte do Piauí, a chuva que caiu foi suficiente para reduzir as áreas com  seca moderada.

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