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Previsão de elefante e previsão de formiguinha

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3 min de leitura

 

 

Na tarde de 15/2/2022 choveu 230 mm em apenas 3 horas sobre a cidade de Petrópolis, na região serrana do estado do Rio De Janeiro. O volume de chuva extremamente elevado, caindo em tão pouco tempo, causou enormes deslizamentos de terra e rios de lama invadiram áreas desta cidade. Após 48 horas da tempestade, o número de vítimas fatais já passava de uma centena de mortes. 


“Um cenário de guerra” era a expressão usada pelas pessoas ao verem a dimensão dos estragos feitos por esta tempestade, que já pode ser inserida na lista das maiores tragédias associadas a eventos meteorológicos registradas no país.

 

 

Foto: deslizamento em Petrópolis em 2018 (iStock)

 


Chuva extrema

 

Volumes de chuva da ordem de 100 mm acumulados em até 24 horas já são considerados extremos e causam grandes danos nos centros urbanos. As observações do dia a dia mostram que, muitas vezes, grande parte destes 100 mm ocorrem em poucas horas, às vezes em meia hora.

De forma geral, os meteorologistas pensam numa previsão da ordem de 200 mm para um período de 3 ou 5 dias, ou mesmo para todo um mês. Um evento de Zona de Convergência do Atlântico Sul pode gerar acumulados até maiores do que 200 mm, mas distribuídos ao longo de 4, ou 5 dias. No dia a dia da previsão meteorológica, é muito pouco provável que um meteorologista pense em prever 230 mm em 3 horas, como ocorreu em Petrópolis. 


Num passado recente, no ano de 2019, ocorreram vários casos de acumulados extremos de precipitação no Brasil, com mais de 200 mm em 24 horas, ou até de cerca de 200 mm em apenas 4 horas. Mas o evento de Petrópolis em 15/2/2022 foi ainda mais extremo. 


Veja alguns exemplos:


Chuva excepcional em João Pessoa e em Recife, junho de 2019

 

Volume de chuva passa de 200 mm no RS em poucas horas, janeiro de 2019

 

Total de chuva de 200 mm em 24h em Vitória, novembro de 2019


Grande SP recebe de 130 a 180 mm em 12h, março de 2019

 


Previsão de elefante e previsão de formiguinha


Com a evolução atual da meteorologia no Brasil, seria possível prever uma tempestade como esta que ocorreu em Petrópolis em 15/2/2022? Josélia Pegorim conversa com Marcio Custódio, meteorologista chefe da equipe de modelagem numérica do Labs/Climatempo. 



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