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Último mês de verão: o que esperar de março?

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5 min de leitura


Março começa sob influência de um bloqueio atmosférico na região central do país. Isso significa que o tempo mais aberto, quente e ensolarado predomina no Sudeste e no Centro-Oeste. As frentes frias, as áreas de instabilidade e os sistemas que provocam chuva estarão restritos ao Sul do Brasil, principalmente sobre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

 

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Com o bloqueio atmosférico, não há expectativa de grandes volumes de chuva de forma generalizada na Região Sul. A tendência é de aumento em relação ao que vem sendo observado, mas não uma reversão completa de cenário de seca. O bloqueio deve durar quase todo o período até o final do primeiro decêndio de março.

 

Até aproximadamente o dia 10 de março, as Regiões Centro-Oeste, Sudeste, partes do Nordeste e o sul da Região Norte ficam com tempo mais aberto, calor e chuvas em forma de pancadas irregulares. 

 


Previsão para a segunda semana de março

A partir do segundo decêndio do mês, quando o bloqueio atmosférico for rompido, os sistemas frontais, que trazem chuva, voltam a avançar sobre o país. Desta maneira, a chuva retorna para o Sudeste, aumenta no Centro-Oeste (sobretudo em Goiás), e também alcança a Bahia. O Sul do Brasil seca novamente. A chuva se reposiciona sobre áreas que já tiveram muita chuva durante esse verão, conforme imagem abaixo. Vale ressaltar que o sul de Mato Grosso e de Goiás deve ter chuvas abaixo da média durante o mês de março. 

 

 

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Figura 1 - Anomalia de chuva do verão até o dia 24 de fevereiro. 

 

 

Com análise para as demais áreas do país, março seria um mês chuvoso no norte do Nordeste, mais precisamente entre o Rio Grande do Norte e o Maranhão, devido à migração Climatológica da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) em direção ao extremo norte do Brasil. No entanto, não é isso que a previsão climática indica.

 

Como o Atlântico Tropical Norte está mais quente que o Atlântico Tropical Sul, a ZCIT deve se posicionar ao norte da sua posição média climatológica. Sendo assim, a chuva na faixa norte do Nordeste, também em parte do Tocantins e no leste do Pará deve ser abaixo da sua média histórica. Com menores índices pluviométricos e mais dias de sol, a tendência é que a temperatura aumente nessas regiões e fique acima da média. O mês de março deve ser quente em todo o país. 

 

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Figura 2 - Anomalia de precipitação mensal - março 2022

 

A Região mais comprometida com a falta de chuva ainda será o Sul do Brasil. Apesar da ocorrência pontual de chuva, e da melhora do solo para soja e implantação da segunda safra do milho, esta é uma condição restrita apenas ao primeiro decêndio do mês. Depois a chuva diminui, o tempo firme retorna e com ele os problemas com déficit hídrico. 

 

E o outono, como deve ficar? 

O outono começa no dia 20 de março, às 12h33min pelo horário de Brasília. A estação será marcada pela redução da chuva na região central do Brasil e pelo frio precoce. 

 

As primeiras ondas de frio chegam mais cedo esse ano, ainda no mês de abril. Maio deve ser um mês com bastante oscilação de temperaturas, variando de dias muito quentes para dias frios devido ao avanço de massas de ar de origem polar. 

 

Abril e maio serão meses secos em todo o Sul, Sudeste e em grande parte do Centro-Oeste, ainda por conta do fenômeno La Niña e do grande bolsão de águas quentes próximo ao Uruguai, desfavorecendo a formação e passagem de frentes frias para a costa do Sul e do Sudeste. 

 

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