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Chuva favorece milho segunda safra e algodão entre Minas e Bahia

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5 min de leitura

Há mais de 30 dias não chove intensamente sobre boa parte de Minas Gerais, Espírito Santo e sul da Bahia. A cultura do café exige irrigação complementar no Espírito Santo e há preocupação com o desenvolvimento da segunda safra de milho e safra de algodão entre Minas Gerais e Bahia.

 

De acordo com os números da Conab da semana passada, pouco mais de 20% do
arroz foi colhido, a colheita da soja alcança quase 65%, a colheita da primeira safra
de milho chega aos 35% e o plantio da segunda safra de milho passa dos 85% no
Brasil.

 

Foto: Istock


Em hortifruti, destaque para o preço recorde da cenoura. Embora Minas Gerais passe por um período mais seco, o excesso de chuva entre outubro 2021 e janeiro de 2022 ainda faz muito estrago. O ciclo da cultura leva entre 90 e 120 dias e a boa parte da safra de verão foi perdida. Produtores de olho nos preços estão adiantando o plantio da safra de inverno, mas a colheita apenas acontecerá entre o fim de maio e o início de junho.

 

A semana segue por elevado acumulado de chuva em alguns Estados e Regiões do Brasil. Destaque para o litoral do Espírito Santo entre hoje (23) e quinta-feira (24) com acumulado que poderá passar dos 250mm.

 

Entre a quarta (23) e sexta-feira (25), uma frente fria provoca temporais ao Rio Grande do Sul, Santa Catarina e sudoeste do Paraná. Estimam-se acumulados em torno dos 150mm na Metade Norte do Rio Grande do Sul e extremo oeste de Santa Catarina. A chuva paralisa as atividades de colheita e manutenção da soja, mas deixam o solo úmido e favorável para o desenvolvimento de áreas instaladas de forma mais tardia.

 

A umidade do solo aumentará pelo menos 20 pontos percentuais nesta semana no
oeste e noroeste do Rio Grande do Sul. Além disso, há previsão de elevados acumulados de chuva ao longo da semana na Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Maranhão e em boa parte da Região Norte. A chuva ajuda no desenvolvimento de culturas de subsistência do interior do Norte e Nordeste, além da segunda safra de milho do Matopiba e cana de açúcar da Zona da Mata do Nordeste, mas atrapalha atividades de colheita, transporte e embarque, caso da soja no Maranhão.

 

Por fim, apesar de tanta chuva, há uma grande área com pouca precipitação nesta
semana, casos do interior do Sudeste, boa parte do Centro-Oeste e Vale do São
Francisco no interior da Bahia. A situação é mais crítica entre o norte de Minas Gerais
e o interior da Bahia com longo período de estiagem e sem previsão de chuva forte
pelo menos nesta semana.

 

Por outro lado, em Mato Grosso, a diminuição da chuva ajuda a retomada das atividades de manutenção do milho e do algodão. Na semana que vem, uma outra frente fria conseguirá levar chuva para mais áreas do Brasil como o oeste e norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e boa parte das Regiões Sudeste e Centro-Oeste. De uma forma geral, o acumulado não será dos mais elevados e deverá variar dos 20mm aos 70mm. Mesmo assim, será importante para o desenvolvimento de culturas como milho, algodão e cana de açúcar.

 

Entre o norte de Minas Gerais e o Vale do São Francisco (Bahia), o tempo permanecerá seco por mais uma semana. Por outro lado, choverá forte sobre boa parte do Norte e no norte e leste do Nordeste. Algo que chamou a atenção nesta entrada de outono foi o declínio da temperatura no Sul e Sudeste. Nada extraordinário, é bem verdade, mas é possível afirmar que pelo menos no aspecto da temperatura, o padrão La Niña retornou. Outra queda de temperatura mínima semelhante é esperada para os primeiros dias de abril.

 

 

 

 

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