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Frio pode comprometer desenvolvimento do arroz no RS

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9 min de leitura

No início desta manhã de quarta (30), com a chegada de uma nova frente fria aoRio Grande do Sul, foram observados temporais mais fortes, e com muitas descargas elétricas atmosféricas, que se concentram nas faixas norte, nordeste e noroeste do estado. 

 

Em Rosário do Sul (RS) a chuva já superou os 70mm em 24 horas, mas ainda está um pouco longe dos 124,1mm, que é sua Climatologia para março. Além disso, as rajadas de vento foram de 88,6km/h em São Luiz Gonzaga(RS), entre às 03 e 04 horas desta madrugada de quarta. Em Cruz Alta(RS) a rajada de vento foi de 89,3km/h entre 05 e 06 horas. Em Santo Augusto(RS), no mesmo período, a velocidade do vento chegou aos 83,9km/h e em Santo Ângelo(RS), com 83,2km/h às 05horas de hoje, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e do aeroporto.

 

Segundo dados do Earth Network, houve 66 descargas elétricas atmosféricas neste início de quarta-feira (30) em Porto Alegre(RS). Sendo 21 raios, nuvem solo. 

 

Por conta da chegada deste sistema e o forte contraste térmico na região, durante a madrugada de quarta-feira (30) houve queda de granizo em Pelotas(RS), no Capão do Leão(RS), em São Gabriel e em São Borja(RS). 

 

Leia também: Como o granizo se forma? 

 

Com o avanço desta forte frente fria pelo Rio Grande do Sul nesta quarta-feira (30), há condições para muitos temporais, granizo e rajadas de vento. Os temporais são acompanhados de chuva intensa, volumes altos, muitos raios e ventos fortes (rajadas entre 60 e 70 km/h) mas que pontualmente não se descarta o risco de chegar próximo dos 100 km/h, também há risco de granizo isolado. A noite, a temperatura mínima deverá ser registrada no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e no sudoeste do PR, como nos municípios de Uruguaiana, Bagé, Rio Grande, Santa Maria, São Luiz Gonzaga, Passo Fundo, Bom Jesus, Porto Alegre, Chapecó, Campos Novos, Florianópolis e Foz do Iguaçu.

 

Para a madrugada de quinta-feira(31), por conta desta frente fria, há uma pequena possibilidade de frente de rajada ou eventual tornado de maneira muito isolada entre o centro e oeste do estado do Rio Grande do Sul. Durante a noite, o tempo já volta a ficar estável na metade sul do Rio Grande do Sul, mas ainda chove nas áreas de divisa com Santa Catarina. 


À noite, os ventos começam a soprar do quadrante sul e a temperatura diminui, por isso, municípios da fronteira sul podem registrar suas menores temperaturas do dia no período da noite. 

 

Frio: ar polar derruba a temperatura

 

Após a passagem da frente fria, uma massa de ar polar e seca avança sobre o interior do continente, com seu centro entre Argentina e Uruguai já consegue influenciar no tempo sobre o Rio Grande do Sul. 


Por conta dessa massa de ar polar, os ventos passam a soprar do quadrante sul e são ventos frios, por isso, a temperatura despenca em todo o estado. A manhã de quinta-feira (31) será gelada com risco de geada fraca na Campanha Gaúcha, até mesmo durante a tarde, com a presença do sol, a temperatura não consegue subir. O frio pode comprometer o arroz em desenvolvimento tardio.  

 

Nas áreas do centro e norte do estado a chuva perde muita força e já não há mais previsão de precipitação, as temperaturas também despencam, por conta dessa massa de ar polar, mas ainda há previsão de muita nebulosidade pela manhã. O sol aparece mais forte a partir da tarde.

 

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Foto: Istock

 

Tendência do clima - sem chuva, mais frio

 

A sexta-feira (01/04) será um dos dias mais frios do ano até o momento. A massa de ar seco de origem polar continua influenciando no tempo sobre o estado e as temperaturas caem ainda mais pela manhã, faz frio em todo o território gaúcho. 

 

Nos Campos de Cima da Serra, há risco para formação de geadas; nas áreas do centro-sul, condições para neblina/ nevoeiro pela manhã. Demais áreas, com amanhecer de céu claro e frio. Não há previsão de chuva em nenhuma área gaúcha. 

 

A partir do domingo (03/04), outro sistema avança sobre o Rio Grande do Sul e traz chuva acima de 50mm para o estado. Até o final da primeira quinzena de Abril, a expectativa é de chuva fortes no Paraná, Santa Catarina e norte do Rio Grande do Sul.    

 

Colheita do arroz 

 

O último levantamento (25/03) do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) sobre a evolução da colheita no Estado aponta para 439.087 hectares colhidos, o que representa 45,87% da área total semeada (957.185 ha). A produtividade média da safra 2021/2022 está em 8.476 quilos por hectares no Rio Grande do Sul.

 

Duas das seis regionais arrozeiras já ultrapassaram os 50% de área colhida. A Fronteira Oeste é a mais adiantada, com 180.795 hectares, o que representa 63,51% da área total semeada. A Planície Costeira Externa registra até o momento 57.734 ha (53,94%). Os dados foram tabulados pela Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural, a partir de informações das equipes dos Núcleos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Nates) do Instituto junto aos produtores.

 

evolução arroz

 

As áreas consolidadas como perdidas em virtude da estiagem não estão sendo contabilizadas, assim como as afetadas pelo granizo. Além disso, os períodos prolongados de altas temperaturas no estádio reprodutivo da cultura também estão trazendo perdas de produtividade e afetando a qualidade do grão. Essas perdas serão computadas de forma consolidada no final da apuração.

 

Do total semeado na Fronteira Oeste, a área perdida por falta de água está estimada em 32.500 ha. As cidades mais afetadas são Maçambará, Itaqui, Uruguaiana, Alegrete e São Borja. Na Região Central, 3.850 ha foram perdidos com a estiagem, principalmente nos municípios dos Núcleos do Irga de Cachoeira do Sul, São Sepé, Candelária, Agudo e Restinga Seca.

 

A região da Campanha contabiliza 2.300 hectares de lavoura de arroz perdidas devido ao prolongado período de estiagem. As cidades mais afetadas da regional são Cacequi, Santana do Livramento e São Gabriel. Os demais municípios tiveram perdas inferiores a 2% da área semeada.

 

Como monitorar uma safra e sua fazenda?

 

Otimizar o plantio, ficar de olho no Clima para avançar com os trabalhos no campo e observar o desenvolvimento da cultura para evitar perdas são algumas das decisões que você produtor rural precisa tomar durante a safra. 

 

AgroclimaPRO é um serviço de tecnologia da Climatempo que utiliza o conhecimento meteorológico. Com ele você pode acessar o histórico de dados de Clima para sua fazenda e pode detectar áreas com menor vigor vegetativo. Além disso, você fica sabendo como será a demanda hídrica da sua lavoura nos próximos 15 dias e ainda consegue identificar os melhores dias e horários para realizar as pulverizações. 

 

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