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Chuva extrema deixa litoral do RJ e de SP em alerta

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5 min de leitura

A sequência de imagens (esta é uma filmagem da animação do site windy.com) de satélite captadas pelo satélite GOES 16 mostra o rápido desenvolvimento de nuvens muito carregadas no litoral do estado do Rio De Janeiro e no litoral norte de São Paulo, entre a noite de 31/3/2022 e o início da madrugada de 1/4/2022. No caso do litoral paulista, este foi segundo episódio de chuva volumosa com uma semana de diferença. Estas nuvens provocaram volumes de chuva extremos, que não ocorrem com frequência. 

 

 

 

Nuvens muito carregadas se formaram no litoral do RJ e de SP com a passagem de uma frente fria

 

A formação destas nuvens está relacionada com a passagem de uma forte frente fria pelo litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro, que ativou a circulação marítima. O vento mais intenso soprando do mar para o continente injetou grande dose de umidade nas áreas costeiras, mas que ficou represada pelo relevo, causando a chuva volumosa por várias horas consecutivas. Um bolsão de água quente na costa da Região Sudeste, com temperatura acima da média, estimula a evaporação da água do mar disponibilizando mais umidade para formar e manter as nuvens de chuva. As nuvens com maior potencial para chuva intensa aparecem em vermelho, muito próximas do litoral da cidade do  Rio de Janeiro.

 

 

 

Em 3 horas, entre 21h20 do dia 31 de março e 00h30 de 1 de abril, o Cemaden registrou 112,2 mm no Rio de Janeiro/Usina e 110,4 mm em Niterói/Piratininga. No período de 6 horas, entre 18h30 de 31 de março e 00h30 de 1 de abril, o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Desastres Naturais) registrou 222,1 mm em Paraty/Mangueira, 146,8 mm em Angra dos Reis/Parque Pereque e 158,7 mm em Ubatuba/Itamambuca, no litoral norte de São Paulo. Neste local, o acumulado em 12 horas chegou a 301 mm, o que representa praticamente toda a chuva média para um mês de março (321,2 mm)e mais do que a média para abril, que é de 238,5 mm (Inmet - Instituto Nacional de Meteorologia).

 

Chuva extrema na cidade do Rio

As estações pluviométricas do Sistema Alerta Rio registraram um acumulado extremo na região de Guaratiba. No período de 24 horas, entre 1 hora de 30/1/2022 e 1 hora de 1/4/2022 choveu 254,4 mm. Este valor se aproxima do volume de chuva que ocorreu em 24 horas em Jacarepaguá, entre 8 e 9 de abril de 2019, quando a cidade vivenciou um dos mais catastróficos episódios de chuva, desde o início das medições do Sistema Alerta Rio, em 1997. Naquela ocasião choveu 289,6 mm em Jacarepaguá, entre 16 horas do dia 8 e 16 horas de 9 de abril de 2019.


O total de chuva acumulado em Guaratiba entre 31 de março e 1 de abril de 2022 supera a média histórica de chuva na cidade do Rio de Janeiro para o mês de março, que é de 138,4 mm, e a média para abril, que é de 105,44 mm. Os dados são do Sistema Alerta Rio.


Com a chuva muito volumosa, o Alerta Rio pôs toda a cidade do Rio em alerta.

 

 

Volume de chuva sobre a cidade do Rio de Janeiro entre 31/3/2022 e 1/4/2022

 

Previsão

Tanto no litoral norte de São Paulo como no litoral do Rio de Janeiro, a chuva persiste nesta sexta, moderada, mas ainda com risco de intensificação em algumas horas. Mesmo assim, não se espera mais uma chuva tão volumosa como a observada entre a noite da quinta-feira, 31 de março, e o início da madrugada desta sexta-feira, 1 de abril.


O sábado ainda será com predomínio de céu nublado e chuva frequente, moderada, na região da cidade do Rio, no litoral sul fluminense e no litoral norte de São Paulo. Atenção para a aumento da chuva na região dos Lagos e no litoral norte do estado do Rio de Janeiro


Para o domingo, a previsão é de grande redução da frequência e da intensidade da chuva e voltam a ocorrer períodos com sol

 

 

 

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