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Chuva muito volumosa ainda deixa RJ em alerta

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6 min de leitura


 

Voltou a chover forte sobre a cidade do Rio De Janeiro a partir do fim da tarde da sexta-feira, 1 de abril. Por volta das 20 horas da sexta-feira, 1 de abril, a chuva caía forte em muitas áreas do litoral da região metropolitana do Rio e na Costa Verde. O Sistema Alerta Rio - Prefeitura do Rio de Janeiro pôs toda a região da cidade do Rio em atenção para alagamentos, com os grandes volumes de chuva que estavam sendo observados e a perspectiva de mais chuva para as próximas 24 horas. Por volta de 21h30 da sexta-feira, a zona sul do Rio e a região da baía da Guanabara eram avaliadas com alto risco de deslizamento.  

 

Baixada Fluminense também com muita chuva

 

A chuva também aumentou muito na noite da sexta-feira sobre a região da Baixada Fluminense causando grandes alagamentos e enchentes. 

 

A imagem é de Mesquita. Segundo o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Desastres Naturais, no período de 24 horas entre aproximadamente 23 horas de 31/3 e 23 horas de 1/4/2022, choveu 181 mm em Mesquita/Jacutinga

 

 

Foto: Mesquita (RJ) por David Augusto Berlim 1/4/2022

 

Previsão de mais chuva no fim de semana

 

A frente fria que trouxe a chuva volumosa vai se afastando do Rio de Janeiro no decorrer do fim de semana. Mas neste sábado, o tempo ainda fica muito instável em todo o estado do Rio. Ainda há alerta para chuva frequente e volumosa na região da Costa Verde (Paraty/Angra), que deve diminuir no decorrer da tarde. 

 

Para o Grande Rio, a previsão é de mais um dia com predomínio de muitas nuvens e chuva a qualquer hora do dia. Neste sábado, ainda há alerta de chuva volumosa e forte para a madrugada. Durante a tarde, o sol poderá aparecer em alguns momentos, sempre entre muitas nuvens.

 

Permanecem os alertas de ressaca de rajadas de vento moderadas a fortes


No domingo, as áreas de instabilidade já estarão enfraquecidas sobre o Grande Rio, mas a previsão ainda é de muitas nuvens, com previsão de pancadas de chuva fraca a moderada isolada a qualquer hora do dia. O sol aparece em algumas horas

 


Chuva bate recorde em Angra dos Reis

 

O Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Desastres Naturais) confirmou na noite desta sexta o novo recorde de chuva acumulada em 24 horas no posto de medição Angra dos Reis/Vila Abraão. O total de 530 mm registrados entre aproximadamente 18h30 do dia 31 de março e 18h30 de 1 de abril de 2022 foi a maior quantidade de chuva para um período de 24 horas desde 2013, quando as medições começaram


Porém, com a continuidade da chuva, o acumulado de 24 horas aumentou nas horas seguintes. Entre 20 horas do dia 31 de março e 20 horas de 1 de abril de 2022 o total já era de 548,9 mm.

 

Este volume de chuva é extremamente elevado e representa o dobro da média de chuva normal para Angra dos Reis, para todo o mês de março e quase o triplo da média de chuva para abril. Segundo cálculos do Instituto Nacional de Meteorologia, a média de chuva para março é de 234 mm e para abril de 164 mm


Por volta de 22h30 ainda chovia forte em Angra, com 40,4 mm acumulados em 1h na praia de Araçatiba (entre 22h40 de 31/3 e 22h40 de 1/4/2022)


Chuva extrema também era observada em Maricá/Itapeba. Entre 22h40 de 31/3 e 22h40 de 1/4/2022 Cemaden registrou 82,5 mm. O acumulado de 3 horas (19h40 a 22h40 de 1/4/2022) foi de 202,6 mm


Por volta das 23h30, o Instituto Estadual do Ambiente (INEA) emitiu alerta máximo para Maricá, por causa da iminência de transbordo da lagoa de Maricá, na localidade Camburi/Mumbuca

 


Por quê tanta chuva?

 

Os grandes volumes de chuva sobre o centro-sul do estado do Rio de Janeiro estão relacionados com a passagem de uma forte frente fria pelo litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro, que ativou a circulação marítima. O vento mais intenso soprando do mar para o continente injetou grande dose de umidade nas áreas costeiras, mas que ficou represada pelo relevo, causando a chuva volumosa por várias horas consecutivas. Um bolsão de água quente na costa da Região Sudeste, com temperatura acima da média, estimula a evaporação da água do mar disponibilizando mais umidade para formar e manter as nuvens de chuva.


Esta combinação de fatores já foi observada várias vezes na região do estado do Rio de Janeiro.

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