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Colheita do algodão está na reta final no sudoeste da Bahia

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6 min de leitura

Técnicos da Embrapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), afirmam que a produção de algodão se concentra especialmente nos estados de Mato Grosso e Bahia, que corresponderam em 2020/21 por 90,4% da produção do país.

 

A colheitadeiras de algodão estão a todo vapor nas lavouras da região Sudoeste da Bahia e a colheita já está na reta final. A conclusão do ciclo veio um pouco antes do esperado, pela Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), graças ao Clima. As chuvas ajudaram no desenvolvimento da safra e pararam antes do esperado, favorecendo o início da colheita.

 

O Sudoeste do estado responde por 5,94 mil hectares, do total de 307,65 mil ocupados por este cultivo na Bahia. A associação acredita que tanto produção quanto produtividade serão boas na safra 2021/2022.

 

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Foto: Abapa

 

No passado, o Sudoeste foi o grande polo produtor de algodão na Bahia, mas o posto foi perdido para o Oeste, onde se concentra o bioma do cerrado na Bahia. Na primeira, prevalece o cultivo pelos pequenos produtores, enquanto a segunda é marcada pela agricultura de porte empresarial. A soma da produção dos dois polos faz do estado o segundo maior produtor de algodão no Brasil.

 

De acordo com o presidente da Abapa, Luiz Carlos Bergamaschi, a manutenção e o fortalecimento da cotonicultura na região Sudoeste, que concentra municípios tradicionais como Guanambi e os situados no Vale do Iuiu, é uma das prioridades da Abapa.

 

Produção mundial de algodão 

 

Avançando para 2030/31, a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) e a OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos), estimam que a produção mundial de algodão deva atingir 28,4 milhões de toneladas e que o Brasil deverá produzir 12,5% da produção mundial.

 

Tendência do Clima
 

A chuva está concentrada no Norte e Nordeste do Brasil. No Nordeste, há previsão de chuva forte no porto de Salvador neste início de semana, situação que diminui o ritmo de embarque de grãos. Também há previsão de chuva forte em boa parte da costa do Nordeste, desde Sergipe até o Maranhão, além de boa parte da Região Norte nesta semana.

 

Na semana que vem, a chuva enfraquecerá no Norte e na costa da Bahia, mas será intensa entre Alagoas e o Maranhão ajudando no desenvolvimento da cana de açúcar (leste do Nordeste) e da soja (norte do Maranhão).

 

No Sul do Brasil, a chuva retorna no feriado de Tiradentes (21/04). O último decêndio de Abril promete ser bem chuvoso nos três estados da Região. De 26 de Abril a 02 de maio, a tendência é de chuva acima de 150 mm entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina.  

 

O tempo seco predomina por um período prolongado sobre boa parte das Regiões Sudeste e Centro-Oeste. Nas áreas que não receberam chuva forte, a diminuição da umidade do solo diminuirá a produção da segunda safra de milho. Nesta semana, a exceção no Sudeste e Centro-Oeste será vista apenas no norte e oeste de Mato Grosso com acumulados entre 20mm e 90mm.

 

Frente fria em maio

 

O modelo europeu ECMWF, mostra em previsões mais estendidas um indicativo de uma frente fria na primeira quinzena de maio com forte queda de temperatura no Brasil sem potencial para geadas, mas com mínimas de 5ºC em Ponta Porã (MS). Entre 08 e 12 de maio, a simulação americana CFSv2 também indica uma frente fria, mas em relação a quantidade de chuva é mais otimista. Cerca de 30mm no oeste e sul de São Paulo e 15mm em Mato Grosso do Sul, oeste e sul de Minas Gerais, sul de Goiás e áreas do sul e oeste de Mato Grosso.

 

Como monitorar o Clima na sua fazenda?

 

Otimizar o plantio, ficar de olho no Clima para avançar com os trabalhos no campo e observar o desenvolvimento da cultura para evitar perdas são algumas das decisões que você produtor rural precisa tomar durante a safra. 

 

AgroclimaPRO é um serviço de tecnologia da Climatempo que utiliza o conhecimento meteorológico. Com ele você pode acessar o histórico de dados de Clima para sua fazenda e pode detectar áreas com menor vigor vegetativo. Além disso, você fica sabendo como será a demanda hídrica da sua lavoura nos próximos 15 dias e ainda consegue identificar os melhores dias e horários para realizar as pulverizações. 

 

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