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Ele nos mostra os mistérios, belezas e tristezas da Terra

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5 min de leitura

Se você quer conhecer um pouco dos mistérios, da beleza e da fascinante e curiosa vida dos mais variados seres vivos deste planeta,  faça uma "maratona de sofá" para ver os filmes do naturalista britânico David Attenborough, mundialmente conhecido por documentários na BBC. Ele foi premiado recentemente pela ONU na categoria realizações em vida, por sua dedicação à pesquisa, documentação e defesa da proteção e restauração da natureza.

 

Vários de seus documentários estão disponíveis nas plataformas de streaming. Confira a reportagem sobre este importante defensor do meio ambiente e divulgador científico.

 

 

 

Foto: reprodução de vídeo/ONU News

 

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, anunciou que Sir David Attenborough recebeu o Prêmio Campeões da Terra, na categoria realizações em vida.

A agência da ONU declarou que o reconhecimento é concedido pela “dedicação à pesquisa, documentação e defesa da proteção e restauração da natureza”.

 

 

 

 

Inspiração e paixão


De acordo com a diretora executiva do Pnuma, Inger Andersen , o naturalista britânico dedicou sua vida a documentar a história de amor entre humanos e a natureza e transmiti-la ao mundo.

 

Para ela, se existe uma chance de evitar colapsos climáticos e de biodiversidade e restaurar ecossistemas poluídos, é porque milhões se apaixonaram pelo planeta que ele mostrou na televisão.

 

Segundo Inger Andersen, o trabalho de Sir David continuará a inspirar pessoas de todas as idades a cuidar da natureza e se tornar a geração da restauração.

A carreira de Attenborough como radialista, historiador natural, autor e defensor do meio ambiente se estende por mais de sete décadas.

 

Seus trabalhos mais conhecidos foram uma série de documentários produzidos pela BBC. Além disso, agiu em diversas frentes para acelerar a realização de dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODS.

 

Os trabalhos enfatizam temas como biodiversidade,  transição para energia renovável, mitigação da mudança climática e promoção de dietas ricas em plantas.

 

União para superar desafios climáticos


Ao receber o prêmio, Attenborough afirmou que o mundo tem que se unir. Para ele, os desafios do meio ambiente não podem ser resolvidos por uma nação. O britânico destacou que os problemas são conhecidos, bem como as formas de resolvê-los, mas falta ação unificada.

 

Com uma visão otimista, ele ressaltou que há 50 anos, as baleias estavam à beira da extinção em todo o mundo, mas que a ação conjunta de pessoas fez com que exista hoje mais baleias no mar do que “qualquer ser humano já viu”.

 

Para o Pnuma, Attenborough tem sido um defensor ferrenho e de longa data do multilateralismo ambiental. Em 1982, na 10ª reunião do Conselho de Administração da agência, ele lembrou que apenas a ação conjunta dos governos seria capaz de salvar o mundo natural, ressaltando a importância da ONU.

 

O escritório também destaca que o prêmio concedido ao britânico acontece em um ano histórico para a comunidade ambiental global. Em 2022, a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano de 1972 em Estocolmo, Suécia, que foi uma das primeiras reuniões internacionais sobre o meio ambiente, completa 50 anos.

 

O evento estimulou a formação de ministérios e agências do meio ambiente em todo o mundo, deu início a uma série de novos acordos globais para proteger coletivamente o meio ambiente e levou à formação do Pnuma, que também comemora seu 50º aniversário este ano.

 

Os lista de premiados na mesma categoria pelo Pnuma inclui o defensor da justiça ambiental Robert Bullard, em 2020, a defensora do meio ambiente e dos direitos indígenas Joan Carling, em 2018 e o biólogo de plantas José Sarukhán Kermez, em 2016.

 

Os homenageados são selecionados pela direção executiva do Pnuma, que também entrega o prêmio.

 

Fonte: ONU  News

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