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La Niña e os impactos nas chuvas e na cheia do Rio Negro no AM

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2 min de leitura

As chuvas frequentes e volumosas no estado do Amazonas, desde o início de 2022, vêm causando transtornos na capital e nas cidades do interior também. Para se ter uma ideia, os volumes de chuva em Manaus ficaram acima do esperado para todo o mês, entre os meses de fevereiro e março deste ano. A média Climatológica para março, por exemplo, é de 320,9 mm, porém o volume de chuva registrado foi de 402,4 mm, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).

 

E o que está provocando chuvas acima da média?

 

A explicação está na atuação e influência do fenômeno La Niña, que é o resfriamento das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. O fenômeno causa impactos no regime da precipitação padrão ao redor do globo, inclusive na Região Norte do Brasil.

 

A partir dos grandes volumes de chuva que estão incidindo no estado do Amazonas, o Rio Negro vem  registrando a elevação do seu nível acima da cota de inundação severa, que é de 29 metros.

 

De acordo com o Porto de Manaus, o volume do Rio Negro subiu para 29,39 metros. A previsão do Serviço Geológico do Brasil é de 29,80 metros em Manaus para junho. A maior cheia aconteceu no ano passado com 30,02 metros.

 

Há menos de um ano, o estado passou pela mesma situação e, mais uma vez, enfrenta problemas relacionados à cheia do rio, como bairros da capital alagados. De acordo com o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), os alagamentos ocorrem quando o Rio Negro ultrapassa a cota de inundação severa, como registrado atualmente. A cheia causa impactos na economia, no abastecimento de água na zona rural e na rotina da população como um todo.

 

 

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