Ícone de alerta
Alerta anterior Próximo alerta Fechar alerta

O frio não espera, mas pode ser previsto

Compartilhar Compartilhe no Whatsapp Compartilhe no Facebook Compartilhe no Twitter

5 min de leitura

O inverno nem começou e o Brasil já enfrenta sua terceira onda de frio de 2022 pelo Centro-Sul do país - e que alcança até parte da Região Norte. Na segunda semana de junho houve registro de temperaturas negativas nos pontos mais altos da Região Sul, com o extremo de -6,1ºC em uma estação de Urupema, SC (EPAGRI/CIRAM).

 

Apesar de o Brasil ser um país muito grande e grande parte de sua área estar contido num Clima tropical, ondas de frio intensas acontecem com certa frequência nos meses de outono e inverno, especialmente para o Sul do Brasil, mas que também eventualmente alcançam o Sudeste, Centro-Oeste e faixa sul da Região Norte.

 

O frio não espera. Quando vem, chega de forma intensa e de forma a surpreender as pessoas em situação de vulnerabilidade nas ruas podendo levá-las aos efeitos da hipotermia e em alguns casos, até a morte. Neste aspecto, se torna imperativo para o poder público conhecer a previsão das temperaturas extremas, para direcionar as ações junto a esta população.

 

Conversamos com Frederico Rudorff, Coordenador de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil de Santa Catarina (DCSC) sobre essas questões. Confira a entrevista abaixo:

 

Qual a importância de saber a previsão de temperaturas extremas para o planejamento das ações da Defesa Civil do estado?

 

A previsão de temperaturas extremas de forma antecipada possibilita o planejamento de ações coordenadas de preparação de todo o sistema de proteção e de defesa civil. O sistema abrange agências governamentais e não governamentais das esferas federal, estadual, regional e municipal.

 

Quais as ações efetivas que a Defesa Civil estadual toma ao receber essa informação?

 

A primeira ação é a ampla divulgação da informação nas mídias sociais, site e imprensa. Com a aproximação do evento, é realizada uma reunião de alinhamento com a Coordenadoria de Monitoramento e Alerta, a Diretoria de Gestão de Desastres e os Coordenadores Regionais, onde são planejadas as ações iniciais de preparação e é intensificada a disseminação das informações junto aos municípios.

Posteriormente, é realizada uma reunião com os Grupos de Ações Coordenadas (GRACs) do estado e dos municípios. Os GRACs contam com a participação de representantes da defesa civil, assistência social, corpo de bombeiros, polícia militar, educação, agricultura, entre outros. Nesta reunião são definidas as medidas de mobilização, preparação e resposta nos níveis estadual e municipal.

 

Existe alguma recomendação para os cidadãos nos dias de frio extremo?

 

As recomendações para os cidadãos são publicadas nos nossos avisos meteorológicos. As principais são: atenção com a população mais vulnerável (ex. idosos, crianças, enfermos e moradores de rua); abrigue animais domésticos nas noites mais frias; procure se agasalhar bem e beber bastante água; evite locais fechados com aglomeração de pessoas e mantenha a higiene das mãos.

 

Como a população em geral pode ajudar as pessoas nas ruas, em situação de vulnerabilidade?

 

Durante o outono e inverno são multiplicadas iniciativas como a Campanha do Agasalho. Projetos sociais com a distribuição de alimentos para a população de rua também são importantes. Diversas defesas civis municipais possuem um plano de acionamento de abrigos para moradores de rua quando há previsão de frio. A Defesa Civil tem uma parceria com a prefeitura de Florianópolis, por exemplo, que recebe previsões customizadas de frio intenso.

 

A Defesa Civil catarinense conta com o apoio dos meteorologistas da Climatempo atuando 24 horas por dia no Centro Integrado de Gerenciamento de Riscos e de Desastres (CIGERD). O seu estado ou município também pode contar com informações cruciais para o planejamento do atendimento à população através da Climatempo - Projetos Governamentais. Clique aqui e saiba mais! 

+ mais notícias