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Pacífico equatorial está no modo El Niño

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O Pacífico Equatorial continua se aquecendo e em maio de 2023, a região de monitoramento chamada de Niño 3.4 alcançou uma temperatura 0,5°C acima da média.

 

A temperatura média da água da porção central-leste do oceano Pacífico Equatorial estar pelo menos 0,5°C acima da média normal, por três trimestres móveis consecutivos, é um dos critérios para que se possa afirmar “um El Niño está ocorrendo no Pacífico Equatorial”.  

 

 

Anomalia da temperatura da superfície do mar no Pacífico Equatorial de 29/5/23 a 5/6/23 (Fonte: Climatempo/NOAA)

 

Esse aquecimento continua durante o mês de junho, mas “mesmo com o Pacífico Equatorial quente, com anomalia de temperatura acima de 0,5°C, existe um tempo de acoplamento entre o oceano e a atmosfera que pode levar até 2 meses.”, explica a meteorologista Ana Clara Marques, uma das especialistas em previsão climática da Climatempo.

 

 

Pacífico equatorial está no modo El Niño

 

As modificações no clima por causa do desenvolvimento do fenômeno El Niño só devem ser realmente percebidas no fim do inverno do Hemisfério Sul e principalmente na primavera de 2023.

 

Mas, uma vez organizado e amadurecido, o El Niño vai interferir no padrão de temperatura e de chuva do verão 2023/2024 e provavelmente no outono de 2024.

 

As projeções mais recentes da NOAA, dos Estados Unidos, indicam probabilidade de 90% de que o El Niño esteja formado já em agosto de 2023.

 

Probabilidade de formação de El Niño, segundo projeção oficial da NOAA/CPC (Fonte: NOAA)

 


Efeitos comuns do El Niño

 

Tipicamente, o El Niño provoca efeitos mais fortes no padrão de chuva nos extremos do Brasil, com mais chuva no Sul e tempo mais seco no Norte e Nordeste. Nas Regiões Sudeste e Centro-Oeste, a interferência do El Niño é principalmente sobre a temperatura, deixando a atmosfera mais quente.

 

Um dos efeitos comuns do El Niño no Brasil é aumentar os temporais no fim do inverno e na primavera na Região Sul. Embora com menor frequência do que no Sul do país, os estados de São Paulo e de Mato Grosso do Sul também sentem um aumento da chuva nesta época, por causa do El Niño.

 

A meteorologista Ana Clara explica que “em anos de El Niño, a temperatura tende a ficar acima da média, com maior propensão à ocorrência de ondas de calor. Além disso, a chuva acontece predominantemente por efeitos convectivos, em forma de pancadas de verão. Então, a tendência é de mais dias de sol e calor intenso, com pancadas de chuva no final das tardes e menos dias de céu encoberto com chuva constante.”

 

 

 

Inverno e El Niño

 

Ainda não temos efeito de El Niño neste último mês de outono e nem vamos sentir algum efeito logo no começo do inverno.  Os dias quentes que sentimos recentemente em maio foram por causa de um bloqueio atmosférico, situação que é muito comum no outono. O bloqueio impediu que o ar frio de origem polar chegasse ao Brasil por vários dias consecutivos.

 

O fato de termos um El Niño em desenvolvimento não impede que ocorram ondas de frio fortes na América do Sul durante o inverno de 2023.

 

 

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