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Cidades de MT, PI e TO enfrentam umidade abaixo dos 20%

Centro-Oeste, Norte, Nordeste e parte do Sudeste registram umidade abaixo de 20% e risco alto para saúde e queimadas.

Guilherme Borges

22/07/2025 às 15:17

Imagem da notícia Cidades de MT, PI e TO enfrentam umidade abaixo dos 20%
Figura 1- Mapa de risco para umidade nesta quarta-feira 23 de julho de 2025. Fonte: Climatempo.

O tempo seco ganhou força no Brasil neste início de semana, com destaque para o Centro-Oeste, interior do Norte, Nordeste e parte do Sudeste, onde os valores de umidade relativa do ar chegaram a níveis críticos, abaixo dos 20%. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), segunda e terça-feira (21 e 22 de setembro) registraram uma sequência de índices extremamente baixos, exigindo atenção redobrada com a saúde e aumentando o risco de queimadas.

Na segunda-feira, a cidade mais seca do país foi São José do Rio Claro (MT), com apenas 14% de umidade às 18h. O Mato Grosso concentrou a maior parte dos registros críticos do dia, com destaque também para Nova Maringá, Santo Antônio do Leste, Paranatinga, Sorriso, Rondonópolis, Sinop e Guiratinga, todas com valores entre 16% e 22%.

Fora do Mato Grosso, o Tocantins também enfrentou condições severas, com Marianópolis e Pedro Afonso registrando 15% e 21%, respectivamente. No Piauí, a umidade ficou abaixo de 20% em Alvorada do Gurguéia, Oeiras e Uruçuí. Cidades do Pará, como Santa Maria das Barreiras, também entraram na lista das mais secas do dia, assim como Sete Lagoas (MG), São Joaquim (SC) e Aragarças (GO). Municípios da Bahia, Maranhão e Mato Grosso do Sul também apresentaram índices de alerta, com registros de 20% a 22% ao longo da tarde.

Na terça-feira, o cenário se repetiu. Mais uma vez, São José do Rio Claro e Nova Maringá, no Mato Grosso, registraram a menor umidade do país: 15%. O estado voltou a concentrar os piores índices, com destaque novamente para Sinop, Sorriso, Paranatinga, Guiratinga, Santo Antônio do Leste e Rondonópolis, todas com valores críticos.

O Piauí também seguiu em alerta, com Alvorada do Gurguéia, Oeiras, Uruçuí e Castelo do Piauí mantendo a umidade abaixo de 22%. O Tocantins voltou a aparecer com Pedro Afonso entre as cidades mais secas, e o Pará novamente registrou baixos índices em Santa Maria das Barreiras e Conceição do Araguaia. No Maranhão, a cidade de Carolina teve umidade de 21%, enquanto no Rio Grande do Norte, Caicó registrou 20%. No interior da Bahia, Ibotirama também apareceu com 23%.

Esse padrão de massa de ar seco persistente, associado ao predomínio do céu limpo e alta radiação solar, tem impedido a formação de nuvens e favorecido o ressecamento do ar em boa parte do país. A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera valores abaixo de 30% como prejudiciais à saúde, e níveis abaixo de 20% como críticos, com alto risco de desidratação, irritações nas vias respiratórias, agravamento de doenças pulmonares e aumento da chance de incêndios florestais e queimadas urbanas.

Recomendações para dias de ar seco

Especialistas recomendam hidratar-se constantemente, evitar atividades físicas ao ar livre nos horários mais quentes do dia e utilizar umidificadores para reduzir o impacto nas mucosas e no sistema respiratório.

E a previsão?

Nos próximos dias, o cenário de tempo seco deve persistir, principalmente no interior do Brasil, com tardes ensolaradas e umidade relativa do ar em níveis críticos entre 12h e 16h. Ainda não há previsão de mudanças significativas no padrão atmosférico — o que mantém o alerta ligado para as próximas jornadas de ar muito seco.

Figura 1- Mapa de risco para umidade nesta quarta-feira 23 de julho de 2025. Fonte: Climatempo.

Figura 1- Mapa de risco para umidade nesta quarta-feira 23 de julho de 2025. Fonte: Climatempo.

Como podemos observar no mapa de risco desta quarta-feira, o tempo seco deve seguir presente em grande parte do território nacional. A faixa em amarelo, que cobre boa parte do Brasil Central, indica áreas com previsão de umidade relativa abaixo de 30% — o que já representa estado de atenção para a saúde. Já as regiões destacadas em vermelho no mapa, que vão desde o norte de Mato Grosso do Sul, passando por Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, sul do Pará e Tocantins, até o interior da Bahia, Piauí, oeste da Bahia e sul do Maranhão, devem registrar índices inferiores a 20%, configurando um cenário de risco alto para queimadas e impacto à saúde da população.


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