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As últimas notícias sobre a pandemia de coronavírus

10/04/2020 às 13:31
por Redação

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EUA têm 32 mil infecções e 1,7 mil mortes em 24 horas. Garoto de 15 anos é primeiro ianomâmi a morrer por covid-19.
Resumo desta sexta-feira (10/04):
  • Mundo tem 1,6 milhão de casos confirmados, mais de 96 mil mortes e 361 mil pacientes recuperados
  • Brasil tem 17.857 casos confirmados e 941 mortes, segundo Ministério da Saúde
  • Garoto de 15 anos é primeiro ianomâmi a morrer por covid-19
  • EUA registram 32 mil casos e 1,7 mil mortes em 24 horas, menos que no dia anterior
  • Espanha tem menor aumento diário de mortes em 17 dias
11:40 – EUA expulsam milhares de migrantes para o México sob medida anticoronavírus

Os Estados Unidos já expulsaram quase 10 mil migrantes mexicanos e centro-americanos sem documentos na fronteira do país com o México, usando poderes de emergência decretados para conter a propagação do novo coronavírus, afirmaram autoridades.

 

A medida de 21 de março permite que sejam anulados os efeitos de leis migratórias americanas, agilizando assim processos de remoção de estrangeiros. Críticos afirmam que a ordem de emergência em saúde pública está sendo usada como extensão das políticas rígidas anti-imigração.

A medida, emitida pelos Centros e Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA e inicialmente em vigor por 30 dias, proíbe a entrada de estrangeiros considerados como "um sério perigo" para a propagação de doenças transmissíveis.

 

11:00 – UE firma acordo de 500 bilhões de euros contra crise do coronavírus

Após horas de debates e desentendimentos, os ministros das Finanças da União Europeia (UE) chegaram a um acordo na quinta-feira sobre um pacote de medidas econômicas de 500 bilhões de euros para apoiar países, empresas e trabalhadores durante a pandemia de coronavírus.

O comissário de Economia da UE, o italiano Paolo Gentiloni, descreveu o acordo como "um pacote de tamanho sem precedente para apoiar sistemas de saúde, fundos de desemprego, liquidez para empresas e o fundo para um plano de recuperação".

 

"Hoje é um grande dia para a solidariedade europeia", disse, por sua vez, o ministro das Finanças alemão, Olaf Scholz. "Trata-se da saúde dos cidadãos, trata-se de garantir empregos, e trata-se de muitas empresas sobrevivendo a essa crise."

Leia a notícia completa

 

10:20 – Pandemia pode levar até 580 milhões de pessoas de volta à pobreza

A pandemia de coronavírus pode levar de 420 milhões a 580 milhões de pessoas de volta à pobreza, no pior cenário possível, desfazendo cerca de dez anos de trabalhos no combate ao problema, afirmam pesquisadores da Universidade das Nações Unidas em Tóquio, no Japão.

O estudo acredita que Oriente Médio, Norte da África, África Subsaariana e Sul da Ásia serão as regiões mais atingidas nesse sentido.

 

"O potencial impacto da covid-19 representa um verdadeiro desafio ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável [ODS] da ONU de acabar com a pobreza até 2030, porque aumentos na dimensão relativa e absoluta do número de pobres podem representar uma reversão de aproximadamente uma década de progresso na redução da pobreza", dizem os pesquisadores.

 

09:15 – Ministro alemão diz que Trump demorou muito para agir contra coronavírus

O ministro do Exterior alemão, Heiko Maas, criticou a demora do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em reagir à pandemia de coronavírus. "A China adotou medidas muito autoritárias, enquanto nos EUA o vírus foi minimizado por muito tempo", afirmou ele à revista Der Spiegel. "São dois extremos, nenhum dos quais pode ser modelo para a Europa."

 

Maas ainda disse esperar que Washington repense suas relações internacionais em meio à crise de covid-19, acrescentando que políticas comerciais agressivas podem prejudicar a capacidade de países adquirirem equipamentos de proteção.

 

Os EUA são o país com o maior número de casos confirmados de coronavírus, com mais de 460 mil ocorrências, o que corresponde a mais de um quarto de todas as infecções mundiais. Mais de 16 mil pacientes morreram devido à doença.

 

08:30 – Garoto de 15 anos é primeiro ianomâmi a morrer por covid-19

Um jovem ianomâmi de 15 anos morreu na noite desta quinta-feira num hospital em Boa Vista, em Roraima. Ele é o primeiro ianomâmi a morrer após contrair o novo coronavírus. O adolescente recebia cuidados em um leito de UTI desde 3 de abril.

Segundo o Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) que atende a região, ele era natural da aldeia Rehebe, nos domínios da Terra Indígena Ianomâmi, mas passou a morar no município de Alto Alegre, a 87 quilômetros da capital de Roraima. O motivo da mudança para a Terra Indígena Boqueirão foi dar continuidade aos estudos do ensino fundamental. Ainda segundo o Dsei, o adolescente morava com uma liderança indígena.

 

Entidades de defesa da causa indígena, como o Instituto Socioambiental (ISA) e o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), têm denunciado a subnotificação de casos de covid-19 entre indígenas e demonstrado preocupação com o risco para as comunidades.

 

Ambas alertam que ao menos outros dois indígenas contaminados pelo novo coronavírus já morreram e que o governo federal não registrou as ocorrências no balanço. As vítimas seriam uma mulher da etnia borari, de 87 anos, que morreu em Alter do Chão, no município de Santarém (PA), e um homem de 55 anos, do povo mura, morto em Manaus.

 

07:30 – Espanha tem menor aumento diário de mortes em 17 dias

A Espanha registrou mais 605 mortes por covid-19 nesta sexta-feira – o número diário mais baixo em 17 dias. Dados do Ministério da Saúde espanhol estimam o número de total de vítimas em 15.843. Além disso, o país confirmou 4.576 novos casos da doença, elevando o total de infecções para 157.022. A Espanha já é o país com o maior número de pacientes infectados na Europa.

 

06:40 – Itália deve estender restrições até maio

A Itália estenderá a maior parte de suas medidas restritivas até 3 de maio para evitar uma segunda onda de contágio, afirmou a imprensa local. O primeiro-ministro Giuseppe Conte deverá emitir um decreto ainda nesta sexta-feira ou no sábado proibindo cidadãos de passear em parques, por exemplo.

 

Segundo o jornal Corriere della Sera, o chefe de governo permitirá que um pequeno número de empresas, como papelarias e fabricantes de máquinas agrícolas, reabra quando as medidas vigentes expirarem em 13 de abril, em meio à crescente pressão para o retorno da normalidade.

 

A maioria dos italianos está proibida de deixar suas casas desde 12 de março. "Se os cientistas confirmarem, podemos começar a relaxar algumas medidas até o final deste mês", afirmou Conte à emissora britânica BBC na quinta-feira.

 

A Itália é o país com maior número de mortes por covid-19 no mundo, somando mais de 18 mil vítimas. Em número de casos, fica atrás dos Estados Unidos e da Espanha, com o registro de mais de 143 mil infecções até o momento.

 

06:10 – Coronavírus ameaça a segurança internacional, diz chefe da ONU

O Conselho de Segurança das Nações Unidas se reuniu pela primeira vez para discutir a pandemia de coronavírus. A reunião virtual foi organizada pela Alemanha e ocorreu após nove dos dez membros não permanentes pedirem para debater a situação.

 

O órgão, que tem se mantido em silêncio desde o início do surto em dezembro, é encarregado de manter a paz e a segurança internacionais, mas seus Estados-membros discordam sobre de que forma isso deve ser feito quando se trata da crise da covid-19.

 

O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu para que os membros se unam no combate ao vírus, afirmando que esse compromisso será "crítico para mitigar as consequências da pandemia de covid-19 na paz e na segurança".

 

"A pandemia também representa uma ameaça significativa para a manutenção da paz e segurança internacionais, potencialmente levando a um aumento da agitação social e da violência que prejudicaria muito nossa capacidade de combater a doença", disse ele durante a reunião.

Segundo Guterres, a ONU passa por seu teste mais grave desde que foi fundada, há 75 anos. "Esta é a luta de uma geração e a razão de ser das próprias Nações Unidas."

 

Contudo, tanto os Estados Unidos quanto a China têm relutado em envolver o Conselho de Segurança no combate à pandemia. O presidente americano, Donald Trump, vem insistindo repetidamente em se referir à origem chinesa do vírus, irritando Pequim.

 

Enquanto a Alemanha descreveu a pandemia como uma "questão internacional de paz e segurança", vários outros países, como China, Rússia e África do Sul, defenderam que questões de saúde não fazem parte do escopo do Conselho de Segurança.

 

05:30 – EUA têm 32 mil casos e 1,7 mil mortes em 24 horas

Os Estados Unidos registraram 32.385 novos casos confirmados de coronavírus e mais de 1.700 mortes na quinta-feira. Embora ainda alto, o número de óbitos em 24 horas foi menor do que o reportado no dia anterior, quando o país bateu um recorde diário de mortos (1.973).

 

Até o balanço oficial de quinta-feira, o número total de infecções nos EUA ultrapassava 460 mil, o mais alto em todo o mundo, e o de mortes superava 16 mil, ficando atrás apenas da Itália.

 

00:00 – Resumo dos principais acontecimentos de quinta-feira (09/04):
  • Brasil tem 17.857 casos confirmados e 941 óbitos, segundo Ministério da Saúde
  • Boris Johnson deixa UTI, mas continua internado
  • 2,5 milhões de brasileiros receberam auxílio emergencial de 600 reais
  • Mortes na Alemanha ultrapassam 2.100
  • Itália volta a registrar alta no número de mortos
  • Número de casos e de mortes na Espanha cai após dois dias de alta

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