Saiba o que é uma onda de frio e uma onda de calor

03/07/2020 às 19:13
por Redação

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Uma intensa onda de frio ou de calor pode matar! O podcast O Clima Entre Nós explica alguns critérios que determinam quando temos estas situações especiais

Você certamente já sentiu calor fora do normal ou frio extremo, pouco comum,  por alguns dias seguidos morando em algum local no centro-sul do Brasil. Em situações como estas é muito comum as pessoas dizerem “estamos tendo uma  onda de frio”, “esta onda de calor”. Os jornalistas perguntam para os meteorologistas: podemos dizer que estamos tendo uma onda de calor? Isto é uma onda de frio?

 

Afinal, quando um período frio ou quente pode ser batizado de “onda de frio” ou “onda de calor”? Como se define tecnicamente uma onda de calor e uma onda de frio? O calor ou frio fora do comum prejudicam mais a saúde quando ocorrem durante a noite ou de dia? 

É importante conhecer os critérios técnicos porque frio demais e calor extremo podem matar e se transformar em questões de saúde pública.

Entender os critérios meteorológicos para se determinar se temos ou não uma situação que pode ser chamada de “onda de frio” e de “onda de calor” também é importante para que os meteorologistas consigam prever que estas situações especiais poderão ocorrer e avisar a população.

 

Para conversar sobre ondas de frio e calor,  o podcast O Clima entre Nós conversou com Lucas César Osório de Castro, meteorologista formado pela UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro e que atualmente trabalha como analista de estudos de mercado na empresa MegaWhat.

 

Lucas Osório fez um trabalho muito interessante que analisou  a relação entre eventos extremos de temperatura e as taxas de mortalidade das regiões metropolitanas do Rio de Janeiro (RMRJ) e de São Paulo (RMSP) e sobre a população carcerária do Instituto Penal Plácido de Sá Carvalho (IPPSC), na zona oeste do município do Rio de Janeiro. Os estudos de casos foram baseados nos eventos de onda de calor e-ou de frio que ocorreram em uma ou ambas capitais no anos de de 2010, 2012 e 2016. 

 

Tanto para a RMSP como para a RMRJ, o impacto destes eventos extremos foram mais evidentes sobre os idosos e durante a ocorrência de ondas de calor. 

 

No caso da RMRJ, o trabalho de Lucas Osório estimou que, em situações de calor extremo, temperaturas máximas acima de 35°C e/ou temperaturas mínimas acima de 25°C geram agravantes para a saúde pública.

 

Para eventos de frio extremo, os limiares estimados com potencial para gerar problemas para a saúde pública foram temperatura máxima abaixo de 25°C e/ou temperatura mínima abaixo de 15°C.

 

Para a RMSP,  a análise de Lucas Osório encontrou que,  no caso de calor extremo, temperaturas máximas acima de 30°C e/ou temperaturas mínimas acima de 20°C geram agravantes para a saúde pública.

 

Já em situações de frio extremo, os limiares estimados com potencial para gerar problemas para a saúde pública foram temperatura máxima abaixo de 20°C e/ou temperatura mínima abaixo de 10°C.

 

No estudo em relação à população carcerária do Instituto Penal Plácido de Sá Carvalho (IPPSC), no Rio de Janeiro, o maior número de mortes nos eventos estudados foi em relação ao frio extremo.

 

Boa escuta!

 

O podcast O Clima entre Nós está disponível em diversas plataformas:

SpotifyAppleGoogleBreaker, Radio Public 

 

 

 

 

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