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AIEA ajuda Japão a descartar água contaminada de Fukushima

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4 min de leitura

Foto: Aiea/David Osborn - Aiea observa a coleta de amostras de água do mar perto da central nuclear danificada de Fukushima Daiichi

 

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), irá ajudar o Japão a liberar um milhão de toneladas de água do mar contaminada usada para resfriar a usina nuclear de Fukushima. 

 

Em comunicado, o diretor geral da Aiea, Rafael Mariano Grossi, disse que a solução do Japão é "tecnicamente viável e em linha com a prática internacional." 

 

Ambiente 

 

A decisão acontece 11 anos depois que um tsunami inundou os reatores da usina, causando uma série de explosões e forçando a evacuação de mais de 60 mil pessoas. 

 

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Foto: IAEA/Giovanni Verlini - Tanque danificado em Fukushima Daiichi

 

Grossi informou que a agência está pronta "para fornecer suporte técnico no monitoramento e revisão da implementação segura e transparente do plano". Segundo a agência, descargas de água controlada no mar são prática de rotina para operar usinas nucleares no mundo após avaliações de impacto ambiental e de segurança. 

 

Complexidade 

 

O chefe da Aiea afirmou, no entanto, que “a grande quantidade de água” envolvida torna este caso “único e complexo”. 

 

Grossi lembrou que tanques com água ocupam grandes áreas do local. Segundo ele, “a gestão, incluindo o descarte da água tratada de forma segura e transparente envolvendo todas as partes interessadas, é de fundamental importância para a sustentabilidade das atividades” que irão encerrar a usina. 

 

Para o chefe da agência, a decisão do governo do Japão “é um marco que ajudará a pavimentar o caminho para o progresso contínuo no descomissionamento da usina nuclear de Fukushima Daiichi.” 

 

Planos 

 

Segundo agências de notícias, o Japão planeja começar a liberar 1,25 milhão de toneladas de água do mar contaminada no Oceano Pacífico em dois anos, mas somente depois de filtrada e retirada da maior parte do material radioativo. 

 

Esse processo deve eliminar os isótopos radioativos de estrôncio e césio, mas não o trítio, que está ligado ao hidrogênio e representa pouco risco para a saúde em baixas concentrações. 

 

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Foto: Aiea/Giovanni Verlini - Comitê da ONU disse que a radiação libertada pelo acidente parece não estar aumentando os casos de câncer em Fukushima

 

A China e a Coreia do Sul já denunciaram publicamente a medida, juntamente com o grupo Greenpeace Japão. Para a ONG ambientalista, a decisão é "totalmente injustificada" e os perigos da radiação seriam menores armazenando e processando a água a longo prazo. 

 

Confiança 

 

A liberação de toda a água do mar contaminada levará três décadas. 

O diretor-geral da Aiea, que visitou a usina no ano passado, disse que a agência irá “atuar em estreita colaboração com o Japão antes, durante e depois do despejo da água.” 

 

Segundo ele, essa parceria “ajudará a aumentar a confiança, no Japão e além, de que o descarte de água é realizado sem um impacto adverso na saúde humana e no meio ambiente.” 

 

Fonte: OMM- ONU NEWS

 

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