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Cheia do Rio Tocantins é a maior em 32 anos para janeiro

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5 min de leitura

Por Fabiene Casamento, Stefanie Tozzo e Amanda Campos e atualizado por Carine Malagolini  e Samanta Linhares

Foto: Marabá (PA) por Roberto Meira

 

Por conta das chuvas frequentes e volumosas dos últimos meses houve registros de cheias nos rios do Norte e Nordeste do Brasil. Os rios Tocantins e Itapecuru tiveram um dos maiores níveis, para um mês de janeiro, em anos.

 

Entre Novembro de 2021 e meados deste janeiro de 2022, foram mais de 800mm de chuva em Palmas (TO). A maior chuva desde o período de novembro de 2016 ao final de janeiro de 2017, com 859,1mm.

 

Em Marabá(PA) foram 363,0mm entre novembro de 2021 e meados de janeiro de 2022. Lembrando que a pior chuva nesse período foi entre novembro de 1991 e janeiro de 1992 e novembro de 1990 e janeiro de 1991, com mais de 1000mm registrados.

 

No município de Marabá, no Pará, o rio Tocantins alcançou a cota de 13 metros e 09 centímetros acima do leito normal, no dia 19 de janeiro de 2022. Essa cheia é considerada um dos maiores desastres naturais dos últimos 10 anos na cidade e a maior para um mês de janeiro dos últimos 32 anos.

 

A pior cheia da história, contando os dados anuais, foi em 1980. As maiores cheias foram nos meses de fevereiro, março, abril e maio, de acordo com os dados da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e do Serviço Geológico do Brasil - CPRM, obtidos pelo site da Rede Hidro meteorológica Nacional 

 

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Níveis mais altos em metros do rio Tocantins em Marabá (PA) para um mês de Janeiro entre 1990 e 2022 

 

 

Rio Itapecuru tem maior cheia em 18 anos

 

No município de Cantanhede, no Maranhão, o rio Itapecuru atingiu a cota máxima de 7,81 metros no dia 05 de janeiro de 2022. Este foi o maior nível para um mês de janeiro nos últimos 18 anos, desde 2004. 

 

A pior cheia da história, contando os dados anuais, foi em 1980. As maiores cheias foram nos meses de março, abril e maio, conforme dados da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico(ANA) e o Serviço Geológico do Brasil - CPRM, obtidos pelo site da Rede Hidro meteorológica Nacional.  

 

Acumulados de chuva 

Como comentado anteriormente, as maiores cheias nos rios Tocantins e Itapecuru  ocorrem geralmente entre o final do verão e meados do outono. O que se observa neste início de ano é uma das maiores cheias para um mês de janeiro.

 

As chuvas foram muito volumosas em dezembro e seguiram na primeira quinzena de janeiro, com acumulados de até 600mm em pontos do Tocantins e do Maranhão.,  segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). 

 

Essas precipitações extremas são causadas pelas atuações de corredores de umidade constantes na região. Foram na média sete (07) zonas de convergência do Atlântico Sul (ZCAS) desde o início da primavera de 2021. 

 

A Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) ocorre durante a primavera e o verão, ou seja, está mais presente na monção de verão da América do Sul. A maior quantidade de ocorrência são em anos de La Niña, que é o resfriamento das águas da faixa equatorial leste do Oceano Pacífico

 

Além disso, a temperatura da superfície do Oceano Atlântico está mais aquecida que o normal na altura do Espírito Santo e no Nordeste, e mais fria do que a média na altura de parte do Sudeste.

 

Esta diferença da temperatura da superfície do mar entre duas áreas é chamada de gradiente, e deixa as frentes frias estacionadas com mais frequência entre a costa do Rio De Janeiro, do Espírito Santo e a da Bahia, colaborando para a formação das ZCAS.

 

 

 

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