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Sudeste do BR em alerta para queda de granizo

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4 min de leitura

Foto: iStock

 

No início da semana semana tivemos registro de queda de granizo em Águas Claras (DF) e Joinville (SC). No primeiro caso, as instabilidades estavam associadas a um corredor de umidade que veio da Região Norte, além do calor e da circulação dos ventos nos níveis médios e altos da atmosfera. 

 

Já em Santa Catarina, as pedras de gelo, que chegaram a ser de tamanho grande, tiveram a influência da passagem de uma frente fria, da circulação dos ventos nos níveis médios e altos da atmosfera, além da forte corrente de ventos de mais de 9km de altitude, chamadas de jato.

 

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Mas como se forma o granizo? 

As gotas de água que vem da superfície da terra e de rios, se elevam quando o ar está mais quente e se chocam umas com as outras, aumentando assim seu tamanho e formando a nuvem. Essas nuvens se formam em locais com temperaturas elevadas e com alta umidade. Ao chegar aos 5 km de altitude, onde as temperaturas estão abaixo de 0 grau, as gotas viram gelo.

 

Geralmente, as nuvens que provocam queda de granizo são chamadas de Cumulonimbus (CB) e chegam aos 18 km de altitude. Mas, esse granizo só consegue cair se for grande e pesado o suficiente para vencer a força da corrente de ar quente que mantém o gelo dentro da nuvem.


As pedras de gelo que se formam com tamanhos bem maiores que o comum são provocadas pelas correntes de ar (que sobem para a nuvem) bem mais fortes que o normal, e consequentemente mais rápidas.

 

Por outro lado, quando as nuvens de tempestades, as Cumulonimbus (CB) se deslocam muito lentamente, os granizos se acumulam em muita quantidade parecendo um acúmulo de neve.

 

Mas neste ano há um outro fator para ajudar esse aumento de frequência do granizo, a La Niña. 


A Lã Niña é um resfriamento da água na faixa equatorial do Oceano Pacífico, que também esfria a atmosfera em todo o globo. Uma atmosfera mais fria significa que as nuvens de tempestade acabam gerando mais gelo que o normal. Quando este gelo se desprende das nuvens, a atmosfera mais fria faz com que o gelo não derreta na queda.

 

 

Risco de granizo esta semana

Uma frente fria em alto mar e a formação de mais uma Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) volta a direcionar chuva extremamente volumosa no Sudeste do país. A previsão é de temporais entre Minas Gerais e Rio De Janeiro, com alerta para queda de granizo.

 

De acordo com a rodada do GFS0p5 00Z, as áreas em vermelho do mapa estão em alerta para granizo e as áreas em amarelo, estão em estado de atenção. 

 

 

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Alerta de granizo em 16/02 FONTE: GFS

 

 

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Alerta de granizo em 17/02 FONTE: GFS

 

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