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Terremoto deixa centenas de mortos no Afeganistão

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Sismo de magnitude 6,1 atingiu região que faz fronteira com o Paquistão. Governo pede ajuda humanitária imediata para evitar catástrofe

 

Centenas de pessoas morreram após um terremoto de magnitude 6,1 atingir o leste do Afeganistão nesta quarta-feira (22/06). O número de vítimas contabilizadas chegou a ao menos 920, e o de feridos, a mais de 600, segundo o governo.

 

"Um grave sismo abalou quatro distritos da província de Paktika, matando e ferindo centenas dos nossos compatriotas e destruindo dezenas de casas", escreveu o porta-voz adjunto do governo talibã Bilal Karimi no Twitter.

 

"Instamos todas as agências de ajuda humanitária a enviar equipes para a área imediatamente para evitar uma catástrofe", acrescentou.

 

O número de vítimas deve aumentar, uma vez que os tremores atingiram diversos vilarejos em regiões remotas de montanha.

 

O terremoto ocorre após a comunidade internacional ter em grande parte deixado o país, depois de o Talibã tomar o poder no ano passado em meio à retirada caótica das Forças Amadas americanas. Tal cenário deve dificultar a ajuda internacional após o sismo. Um porta-voz da ONU afirmou, no entanto, que a agência responderá ao desastre.

 

Segundo a agência de notícias estatal Bakhtar, equipes de socorro se deslocaram de helicóptero para a região atingida. O diretor da Bakhtar, Abdul Wahid Rayan, escreveu no Twitter que 90 casas ficaram destruídas em Paktika, que faz fronteira com o Paquistão, e que dezenas de pessoas podem estar presas sob escombros.

 

Em um distrito da província vizinha de Khost, o terremoto deixou ao menos 25 mortos e 95 feridos, disseram autoridades locais, alertando que o número de vítimas aumentaria sem ajuda urgente do governo.

 

Na capital, Cabul, o primeiro-ministro afegão, Mohammad Hassan Akhund, convocou uma reunião de emergência no Palácio Presidencial para coordenar a ajuda às vítimas em Paktika e Khost.

 

O departamento de meteorologia do Paquistão disse que o sismo teve uma magnitude de 6,1, tendo sido sentido na capital paquistanesa, Islamabad, e em outras zonas da província de Punjab oriental.

A agência sismológica europeia (EMSC) afirmou que o terremoto foi sentido ao longo de 500 quilômetros por 119 milhões de pessoas no Afeganistão, no Paquistão e na Índia.

 

A região do Sul da Ásia ao longo das montanhas Hindu Kush, que inclui o Afeganistão e onde a placa tectônica indiana colide com a placa eurasiática, é bastante vulnerável a terremotos.

 

Em 2015, um grande terremoto que atingiu o nordeste do Afeganistão deixou mais de 200 mortos no país e no norte Paquistão. Um terremoto semelhante de magnitude 6,1 matou cerca de mil pessoas no norte do Afeganistão em 2002. E em 1998, um terremoto da mesma magnitude e tremores subsequentes no remoto nordeste do Afeganistão mataram pelo menos 4.500 pessoas.

 

Este conteúdo é uma obra originalmente publicada pela agência alemã DW. A opinião exposta pela publicação não reflete ou representa a opinião da Climatempo ou de seus colaboradores.

 

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