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ESPECIAL INVERNO 2016

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Novo ciclone extratropical se forma no Uruguai

01/11/2016 às 22:18
por Josélia Pegorim
Atualizado 02/11/2016 às 11:56

Uma forte queda da pressão atmosférica ocorreu na tarde e noite de 1 de novembro em toda a região sobre o norte da Argentina, sul do Paraguai,  Rio Grande do Sul e o Uruguai. Valores abaixo de 100 hPa foram registrados pelos aeroportos. Em Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, o aeroporto local registrou até 995 hPa. A pressão do ar muito baixa foi um dos fatores responsáveis pela formação de nuvens muito carregadas que provocaram tempestades nestas áreas.

A pressão do ar muito baixa gera um novo ciclone extratropical nesta quarta-feira na região entre o litoral do Uruguai e da província de Buenos Aires, menos de uma semana após a passagem do potente ciclone extratropical do fim de outubro de 2016. A região da capital portenha, todo o Uruguai e também o extremo sul gaúcho voltam a ter ventania, com rajadas de vento que podem alcançar velocidades em torno dos 100 km/h.

 

 

Mar raivoso de 28 e 29 de outubro de 2016

 

Agitação marítima

A ventania provocada pelo ciclone extratropical sobre a superfície do mar gera um novo swell que espalha grandes ondas entre a região da província de Buenos Aires e a costa do Rio Grande do Sul. A agitação marítima deste ciclone começa a ocorrer no decorrer desta quarta-feira, 2 de novembro, mas não deve causar problemas na costa brasileira nos próximos dias.

Desta vez, não há condições para ressacas no litoral do Sudeste do Brasil. A influência deste swell será pequena no litoral do Sudeste.

Confira o comentário da meteorologista Josélia Pegorim

 

 

 

 

Até a quinta-feira, 3 de novembro, as ondas ficam em torno de 1,0m no litoral norte de São Paulo e no Rio de Janeiro. Nas outras áreas do litoral paulista e no Espírito Santo, as ondas variam de 0,5m a 1,0m.

 

 

Ressaca no RS e sul SC

O litoral do Rio Grande do Sul e do sul de Santa Catarina podem ter ressaca entre a tarde de 2 de novembro e a tarde de 3 de novembro, com ondas entre 2,0 e 2,5m, com picos maiores na região entre Mostardas (RS) e Laguna (SC).

Nas outras áreas do litoral de Santa Catarina, as ondas não devem passar de 1,5m até a quinta-feira. No litoral do Paraná, as ondas ficam entre 0,5 e 1,0m.

Durante a sexta-feira, o swell se afasta ainda mais em alto-mar e as ondas diminuem.

 

Confira os avisos de ressaca emitidos pela Marinha do Brasil.

 

AVISO NR 1546/2016

AVISO DE RESSACA

EMITIDO ÀS 1430 HMG - DOM - 30/OUT/2016

RESSACA ENTRE TAVARES (RS) E LAGUNA (SC) A PARTIR DE 011500 HMG. ONDAS DE E/NE 2.5/3.5 METROS.

VÁLIDO ATÉ 021200 HMG.

 

Não confunda swell, ressaca e tsunami meteorológico

 

Apesar da formação ciclônica ocorrer numa região próxima do intenso ciclone do dia 27 de outubro, desta vez não há risco de ressacas violentas no Sul e no Sudeste como ocorreu no último fim de semana de outubro de 2016. Aquele swell foi potencializado pela lua nova que ocorreu no dia 30 de outubro. Além disso, a circulação dos ventos nos próximos dias não vai favorecer a propagação do swell para próximo do continente. Desta vez, a parte mais intensa do swell passa afastada do litoral.

Na animação, a região de grandes ondas aparece em tons de amarelo/laranja.

 

 

 

 

Compare a estimativa da altura das ondas no Sul e no Sudeste  associada com o ciclone extratropical de 2 de novembro (primeira animação) com o swell  do período de 27 a 30 de outubro (segunda animação)

 

Swell de 2 de novembro

 

 

Swell de 27 a 30 de outubro de 2016