Retrospectiva do tempo de 2017

29/12/2017 às 21:28
por Josélia Pegorim

Atualizado 29/12/2017 às 22:29

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Confira importantes fatos meteorológicos e científicos que ocorreram durante o ano de 2017 selecionados pela Climatempo

O ano de 2017 começou e terminou com uma situação de resfriamento anormal da água do mar na porção central-leste do oceano Pacífico Equatorial. Em fevereiro, a NOAA/ NASA anunciaram o fim do evento La Niña 2016/2017, mas em novembro de 2017, os mesmos organismos científicos afirmaram que estávamos em La Niña Advisory.

 

As mudanças na circulação de ventos sobre a América do Sul, que ocorreram com este maior resfriamento do fim do segundo semestre de 2017, foram importantes para a formação do corredor de umidade que trouxe a chuva volumosa de volta para o Sudeste e o Centro-Oeste do Brasil a partir da segunda quinzena de novembro.

Também em 2017 tivemos a formação de nuvens com rara característica "asperitas". A imagem da esquerda é na Austrália e da direita em Lagoa da Prata, Minas Gerais.

 

 

Nuvens "asperitas" fotografadas na Australia (E) 2004 e Brasil (D) 2017

 

O inverno de 2017 não pode ser considerado rigoroso, mas tivemos uma nevezinha em junho. O mais impressionante foi o super anticiclone polar de meados de julho de 2017 que trouxe uma tremenda onda de frio. Por causa desta massa polar, Chile (incluindo Santiago) e Argentina tiveram nevadas fora do comum.

 

No dia 16 de julho de 2017, a temperatura em San Carlos de Bariloche baixou para 25,4°C negativos, um recorde histórico segundo o Serviço Nacional de Meteorologia da Argentina. No Brasil, esta grande onda de frio provocou a menor temperatura no país em 2017: 8,8°C negativos no dia 19 de julho, em Bom Jardim da Serra, na parte mais elevada da serra catarinense. A medição foi do Epagri-Ciram.

 

Com a influência de um forte sinal favorável de Madden-Julian ( e não de ZCAS como falaram fora da Climatempo) tivemos um volume de chuva excepcional em outubro sobre o Sul do Brasil e também em muitas áreas de Mato Grosso do Sul. Dionísio Cerqueira, no oeste de Santa Catarina, recebeu quase 570 mm de chuva no mês e Foz do Iguaçu, 465 mm, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia.

 

Com a chuvarada caindo sobre o rio Paraná, o principal alimentador da hidrelétrica de Itaipu, a usina teve a quarta maior geração de energia em outubro em 33 anos e teve outro recorde em dezembro. Por volta do meio-dia do dia 26 de dezembro de 2017, a produção de Itaipu já era a quarta maior em todo o histórico da operação, ultrapassando os 94,7 milhões de megawatts-hora de 2008. A expectativa da Itaipu Binacional é que a usina feche o ano com uma produção acima de 96 milhões de MWh, um milhão de MWh a mais do previsto inicialmente para 2017.

 

Entraremos em 2018 com os super "olhos" do GOES - 16, que já mostrou serviço em 2017 ajudando a monitorar a temporada de furacões mais ativa desde 2005 e a sétima mais em intensa em 166 anos, desde 1851 (NOAA/NASA). Este é o satélite meteorológico mais avançado que a NOAA já desenvolveu. É como passar a ver as nuvens em full HD e a Climatempo vai mostrá-las assim brevemente! Bem-vindo GOES – 16!

 

No dia 8 de setembro de 2017 tivemos uma situação rara: 3 grandes furacões ao mesmo tempo atuando no Atlântico Norte: Katia (categoria 3), Irma (categoria 5) e Jose (categoria 4).

O furacão Maria, também de categoria 5,  destruiu Porto Rico.

 

Os incêndios no sul da Califórnia em dezembro de 2017 entraram na história dos desastres naturais dos Estados Unidos. O fogo em Thomas, na região de Ventura, durou mais de 16 dias, o mais longo já registrado no estado.

O vento de Santa Ana soprou mais forte do que o normal em 2017 e foi um dos fatores importantes para que os incêndios aumentassem de proporções.

 

 

Foto de Gleive Marcio Rodrigues, Palmas (TO)

 

Um dado preocupante: o planeta Terra aqueceu um pouco mais em 2017. O relatório sobre o estado do clima global divulgado em novembro pela Organização Meteorológica Mundial (WMO, na sigla em inglês) revelou que 2017 disputa com 2015 o posto de segundo ano mais quente já observado desde a era industrial. O ano de 2016 provavelmente continuará sendo o ano mais quente já registrado por conta do forte El Niño que ocorreu na época. Porém, o período de 2013 a 2017 está sendo considerado o período de cinco anos mais quente já registrado.

 

Confira 12 destaques do tempo em 2017

 

 

 

 

 

 

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