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Halo solar apareceu em Belém(PA)

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Foto: Belém - @BelemCitty via Twitter

Por : Fabiene Casamento e Paula Soares

 

Na tarde de quarta-feira (08) se formou um halo solar sobre a capital Belém, no Pará.  O halo é um fenômeno óptico que se forma através dos cristais de gelo das nuvens do tipo Cirrostratus (que são nuvens mais altas da atmosfera, compostas principalmente por esses cristais de gelo).

 

Ou seja, quando a luz do sol incide sobre as nuvens de cristais de gelo, ocorre uma refração que proporciona uma dispersão da luz solar que, ao olho nu, mostram cores semelhantes ao do arco-íris ao redor do sol. O halo acontece em tempos mais firmes, mas geralmente antes da chegada de uma instabilidade sobre a região.

 

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Fonte: Belém -  @BelemCitty via twitter

 

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Fonte: Beto Velvet - via twitter

 

Há vários tipos de halos e arcos que se formam no céu. Conforme mostra a figura abaixo, um arco tangente superior (acima do halo), círculo Parélio (arco horizontal através dos sundogs), um halo de 22 graus, sundogs (Parélio). Ou seja, dependendo da posição do sol e da forma, tamanho, e quantidade dos cristais de gelo, podemos observar diferentes arcos e halos.

 

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Fonte: Atmospheric Optics

 

 

Chuva do inverno e da primavera sobre Belém (PA) 


Além da presença do halo solar, na quarta-feira (08) houve fortes pancadas de chuva sobre Belém (PA), com mais de 50mm registrados a partir das 14 horas. De maneira geral, nos 9 primeiros dias de dezembro de 2021 choveu um total de 129,6mm na capital do Pará, pela estação convencional do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). Isso representa 48,3% da Climatologia do mês (268,3mm). Lembrando que no ano passado foram 213,6mm de chuva em dezembro de 2020. 

 

Por curiosidade, a capital do Brasil que mais choveu no inverno deste ano foi Belém (PA), com 730,5mm, além de também ter registrado o maior acumulado de chuva para uma estação de inverno dos últimos 72 anos. A capital do Pará registrou o segundo inverno mais chuvoso da sua história, pois o mais chuvoso segue sendo o inverno de 1949, quando acumulou 749,6mm. Essa chuva de mais de 700mm no inverno foi  influenciada pelo Atlântico Niño, que é quando a faixa equatorial do Oceano Atlântico, mais próxima da África, fica bem mais quente que o normal. Reforçando que esse é o Niño Atlântico mais forte já registrado, ou seja, desde 1982, segundo a NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional).

 

Complementando, foram 705,9mm de chuva nesta primavera de 2021 em Belém, porém ainda está abaixo dos 964mm de chuva na primavera do ano passado, de 2020.

 

 

Previsão de chuva para a Região Norte do país

Até segunda-feira (13) são esperadas pancadas de chuva, de intensidade forte e que chegam a ser na forma de temporais tanto pelo Pará, como sobre toda a Região Norte do país. Os acumulados de chuva prometem ser elevados, com pontos que chegam aos 200mm, onde está mais alaranjado na figura, como nas áreas da metade sul do Amazonas e do Pará, sobre o Tocantins, norte de Rondônia e do Amapá.

 

Aliás, na capital do Pará também são esperados acumulados de chuva elevados nesses próximos dias, e que chegam facilmente na casa dos 100mm.

 

Boa parte dessas chuvas da Região Norte é causada pela convergência de umidade que percorre essa Região, e vai até a Bahia, além do calor e da circulação dos ventos nos médios e altos níveis da atmosfera. Ressalta-se que a partir do domingo(12) esse corredor de umidade se desloca mais em direção ao sul do país, o que concentrara a chuva mais pesada para a faixa sul da Região, como nos estados de Rondônia e Tocantins, e sobre a faixa sul do Amazonas e do Pará.


Porém, é importante salientar que no leste e norte do Amapá e no norte do Pará a chuva segue frequente e forte, mesmo que intercaladas por períodos de melhoria, pois nessas áreas se tem a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), que é uma banda de nebulosidade e se forma a partir do encontro dos ventos nos dois hemisférios. Além disso, é comum que durante o final da primavera e durante o verão a ZCIT atue mais sobre a faixa norte do Brasil, lembrando que agora temos o reforço da faixa do Oceano Atlântico Tropical Sul estar mais quente que o normal, neste ano e tendendo a permanecer assim ao longo deste verão 2021/2022, o que manterá a ZCIT mais sobre a faixa norte do Brasil. Complementando ainda, que até o início do outono de 2022 estaremos ainda sobre a influência do fenômeno La Niña, que costuma trazer também bastante chuva na Região Norte do Brasil. 

 

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Figura: Previsão de acumulados de chuva entre os dias 09/12/2021 e 13/12/2021

 

 

Veja também: Chuva provoca estragos no ES e MG e deixa vítimas na BA

 

Entenda: O que é Alta da Bolívia?

 

 

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