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Novos recordes de calor e seca, diz NOAA

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3 min de leitura

Fonte: NOAA (Disponível aqui)

 

TEMPERATURAS REGISTRADAS EM SETEMBRO 2021 


Segundo dados recentes divulgados pela NOAA (Centro de monitoramento climático norte-americano), a temperatura global da superfície em setembro de 2021 foi 0,90°C acima da média do século XX (onde a temperatura média global é 15,0°C) e foi a 5ª temperatura mais alta em setembro no recorde de 142 anos, atrás apenas de setembro de 2015, 2016, 2019 e 2020. Os oito setembros mais quentes ocorreram desde 2014. O mês de setembro de 2021 também marcou o 45º setembro consecutivo e o 441º mês consecutivo com temperaturas acima da média do século XX.

 

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Título: Anomalias de temperatura em setembro entre 1880 e 2021.
Fonte: NOAA

 

Durante o mês, variações de temperatura de +2,0°C ou mais foram observadas várias partes do globo, incluindo o sul da América do Sul onde também ocorreram recordes absolutos de calor. Além da América do Sul, as temperaturas recordes de setembro estiveram presentes em partes da África, no Oceano Atlântico, nas Ilhas Britânicas, no sul da Ásia, na América do Sul e no Oceano Pacífico. Enquanto isso, temperaturas mais baixas do que a média de setembro foram observadas em partes do Oceano Pacífico central e oriental Oceano - região de atuação do El Niño/ La Niña -,  Alasca, Groenlândia, Escandinávia e parte da Rússia. Em nenhuma das áreas globais houve tendência de resfriamento, apenas estabilização da temperatura ou tendência de aquecimento. 

 

September 2021 Blended Land and Sea Surface Temperature Anomalies in degrees Celsius

Título: Tendência de temperatura em relação a média - em °C. Período Climatológico base 1981-2010.
Fonte: NOAA 


CHUVA

Ainda segundo o relatório, as condições de seca afetaram severamente as regiões central e sul do Brasil este ano, resultando em uma das piores secas para o país em séculos. De acordo com relatórios, a falta de chuva resultou em escassez de água, aumento da atividade de incêndios e perdas de safra. O déficit de chuvas também impactou o setor de energia, já que os reservatórios das hidrelétricas estão baixos ou vazios, levando o governo brasileiro a incentivar seus residentes a consumir menos energia. Ao longo do mês de setembro e outubro, fortes ventos causaram uma tempestade de areia sobre áreas das Regiões Centro-Oeste e Sudeste do país. Estudos de tendência do clima indicam que fenômenos como este inclusive podem se tornar cada vez mais frequentes.

 

Meteorologista da Climatempo explica como as tempestades de poeira se formam.

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